Missão Juno poderá ser estendida para analisar ainda melhor Júpiter e suas luas

Por Danielle Cassita | 09 de Setembro de 2020 às 15h15
NASA/JPL-Caltech
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Chegando a seu destino em 2016, a sonda Juno, da NASA, segue orbitando Júpiter e já rendeu registros espetaculares do gigante gasoso, além de coletar informações importantes sobre o campo magnético e gravitacional do planeta. A missão pode durar mais algum tempo, mas a equipe da missão quer tentar estendê-la a longo prazo para que a Juno consiga trabalhar em novos estudos sobre Júpiter, algumas de suas maiores luas e até os anéis que o envolvem.

Atualmente, a equipe está finalizando a proposta de uma missão estendida, que a manteria ativa até setembro de 2025, diz Scott Bolton, o principal investigador da Juno. A ideia é aproveitar que ela está alterando sua órbita aos poucos: no momento, a Juno se encontra em uma órbita elíptica com período de 53 dias, cujo ponto mais próximo ficava, inicialmente, perto do equador joviano. Entretanto, este ponto foi mudando de pouco a pouco para o norte, e deverá ficar a uma latitude de 28 graus norte. Futuramente, esta latitude irá se estender para 63 graus durante a missão estendida.

Se for aprovada, a missão estendida deverá estudar os anéis de Júpiter e as luas (Imagem: NASA/JPL-Caltech)

A Juno vem estudando o planeta durante a missão principal de 34 órbitas, que deverá se encerrar em julho do ano que vem. Esta missão tem o objetivo de estudar a gravidade e os campos magnéticos do gigante gasoso, para que os astrônomos compreendam melhor o que acontece em seu interior. Entretanto, uma missão estendida poderia ser ainda mais abrangente: “ela se tornará uma exploradora completa do sistema, com foco diferente da missão primária”, explica Bolton.

Por fim, a mobilidade de órbitas da sonda permitirá maior proximidade das órbitas das luas Ganimedes, Europa e Io, de modo que será possível realizar sobrevoos mais próximos a elas. Os sobrevoos na proposta atual incluem uma passagem a mil quilômetros de Ganimedes, em 2021, e outra a apenas 320 quilômetros de distância de Europa, no final de 2022. Além disso, seria possível também estudar com mais cuidado os anéis de Júpiter, que ainda não foram profundamente analisados.

Entretanto, ainda será preciso aguardar mais um pouco, já que Bolton ressaltou que a proposta ainda está sendo finalizada e deverá ser entregue à NASA até o final do mês. Ele espera um retorno sobre a proposta da missão estendida até o final do ano, mas podem haver alguns obstáculos para isso, como limitações de orçamento. A missão já foi estendida uma vez devido a preocupações com o principal motor da nave, que foi criado originalmente para movê-la em uma órbita inicial com um período de 53 dias para uma órbita de 14 dias. Depois, a NASA optou por manter a Juno na órbita de 53 dias.

Fonte: SpaceNews

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