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Mimas | Lua de Saturno teria oceano inesperado e jovem sob a superfície

Por| Editado por Luciana Zaramela | 07 de Fevereiro de 2024 às 19h01

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NASA, JPL-Caltech, Space Science Institute, Cassini
NASA, JPL-Caltech, Space Science Institute, Cassini

Mais um estudo sugere que há um oceano sob a crosta congelada da lua Mimas, de Saturno. A descoberta foi feita por cientistas liderados por Valery Lainey, astrônomo do Observatório de Paris, e pode levar este satélite natural ao grupo formado por Titã, Encélado, Europa e Ganimedes, que também parecem ter oceanos subterrâneos. 

A descoberta do possível oceano em Mimas surpreendeu os cientistas, porque pode mudar de forma significativa o que entendemos como luas com oceanos. À primeira vista, Mimas (ou “Estrela da Morte” devido a uma grande cratera, que a deixou parecida com a estação espacial da franquia Star Wars) não parece ter condições de abrigar um oceano

Mesmo assim, os cálculos sugerem que tal massa de água fica de 20 a 30 km abaixo da crosta congelada que reveste Mimas, e parece ter sido formado há 25 milhões de anos, no máximo. Apesar de ter permanecido escondido por tanto tempo, o oceano parece conter sozinho metade do volume da lua.

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Valéry Lainey ficou surpreso com a descoberta. "Se você observar a superfície de Mimas, não há nada que indique um oceano subterrâneo. Essa é, de longe, a candidata mais improvável”, disse. Apesar disso, algumas peculiaridades orbitais de Mimas levantaram as suspeitas dos astrônomos. 

Estas características poderiam ser explicadas ou pela presença de um núcleo alongado coberto por gelo, ou por um oceano interno. Após analisar milhares de imagens da missão Cassini, Lainey e seus colegas reconstruíram a rotação da lua e seu movimento ao redor de Saturno. 

Não restaram dúvidas. "Não há como explicar a rotação de Mimas e a órbita com um interior rígido", acrescentou Lainey. "Definitivamente, é necessário que haja um oceano global sobre o qual a plataforma gelada possa deslizar."

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O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature.

Fonte: Nature; Via: The Guardian, Space.com