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Japão lança telescópio espacial de raios X e lander lunar nesta quinta-feira

Por| Editado por Patricia Gnipper | 07 de Setembro de 2023 às 13h35

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JAXA
JAXA

Na manhã de hoje, quinta-feira (7), o Japão lançou um foguete com um telescópio de raios X da NASA e um lander para testar tecnologias de pouso lunar. Os dois instrumentos se separaram após o foguete chegar ao espaço, cada um seguindo rumo ao seu destino.

A decolagem ocorreu em Tanegashima, no sul do país, em um foguete japonês H-IIA, e levou cerca de 47 minutos para a equipe de controle da missão confirmar a separação das duas naves — XRISM e SLIM.

O lançamento da missão havia sido programado para o final de agosto, mas a NASA e a JAXA tiveram que adiar a decolagem devido aos ventos de alta altitude. Aliás, aquela foi a terceira vez que o voo precisou ser cancelado por causa das condições meteorológicas desfavoráveis.

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Com o objetivo de estudar os raios X do universo, o XRISM é um telescópio espacial que terá como alvo buracos negros ativos, aglomerados de galáxias e as explosões de estrelas massivas. Assim, os dados obtidos pelo instrumento permitirão medir a massa total destes objetos e investigar mais a fundo a evolução do próprio universo.

Este telescópio substituirá a espaçonave Hitomi, lançada em 2016 pela JAXA e, logo em seguida, o Japão perdeu o contato com a nave. Por sorte, os poucos dados coletados pela Hitomi foram o suficiente para mostrar que valia a pena reconstruir um novo instrumento semelhante.

O outro “passageiro” do lançamento de hoje foi o Smart Lander for Investigating Moon (SLIM), que deve pousar na cratera lunar Shioli. Essa missão visa demonstrar um sistema de navegação capaz de pousar dentro de um alvo pequeno, com aproximadamente 100 metros — uma tarefa ambiciosa, considerando que as missões atuais miram áreas de vários quilômetros.

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Além disso, o SLIM pesa apenas 680 kg, aproximadamente, o que o torna muito mais leve que landers como o módulo lunar da missão Chandrayaan, da Índia. A previsão é que a espaçonave japonesa chegue à Lua no próximo ano.

Fonte: New York Times