Hubble fotografa cometa ATLAS e revela que fragmentos se dividiram ainda mais

Hubble fotografa cometa ATLAS e revela que fragmentos se dividiram ainda mais

Por Daniele Cavalcante | 27 de Abril de 2020 às 18h00

Pesquisadores e astrônomos tinham grandes expectativas de que o cometa ATLAS nos forneceria um espetáculo no mês de maio, ao cruzar o céu noturno com brilho o suficiente para ser visível ao olho nu. No entanto, ele se desfez em pedaços, e não pode mais ser visto nem mesmo com telescópios terrestres - mas os cientistas ainda podem observar os detritos com o Hubble.

Ye Quanzhi, astrônomo da Universidade de Maryland, usou o Telescópio Espacial Hubble, - que acabou de completar 30 anos de missão - para conferir o ATLAS. Ele capturou uma imagem de seus fragmentos e compartilhou no Twitter, explicando que telescópios terrestres não conseguem captar a maioria dos campos de detritos, mas, com o Hubble, foi possível conferir os “minicometas”.

Espera-se que esses minicometas ajudem os cientistas a entender o que causou a fragmentação do ATLAS. Os astrônomos cogitam que a distância entre os pedaços possa fornecer informações o suficiente para reconstruir os eventos. É que essa distância aumenta à medida que o tempo passa, então é possível analisar a velocidade e trajetória de cada fragmento e simular o movimento e retroceder a simulação rumo ao passado.

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Outro detalhe que a imagem do Hubble forneceu é que os pedaços do ATLAS parecem ter se partido ainda mais. De acordo com observações anteriores, eram quatro fragmentos, mas a nova imagem indica que pelo menos dois deles se dividiram em mais dois - formando assim seis pedaços distintos, conforme a imagem acima.

Esse estudo é particularmente interessante porque o ATLAS vem de uma região chamada Nuvem de Oort, uma nuvem esférica de planetesimais voláteis que se acredita localizar-se a quase um ano-luz de distância do Sol. Observar as partes internas do cometa fragmentado poderá revelar aos cientistas algumas coisas interessantes sobre essa parte distante do Sistema Solar.

Fonte: Space.com

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