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Fotos do James Webb são combinadas a dados de raios X do telescópio Chandra

Por| Editado por Patricia Gnipper | 10 de Outubro de 2022 às 17h59

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CXC/SAO; Spitzer; JPL-Caltech; IR/ESA/CSA/STScI
CXC/SAO; Spitzer; JPL-Caltech; IR/ESA/CSA/STScI

As primeiras imagens do telescópio espacial James Webb, capturadas na luz infravermelha, receberam complementos de dados de raios X obtidos pelo telescópio espacial Chandra. As fotos são fascinantes por si só, e com os dados de raios X somados às observações em infravermelho, mostraram aos astrônomos novos processos e fenômenos ocorrendo nos objetos observados.

O telescópio James Webb foi lançado em dezembro de 2021 para observar o universo no infravermelho próximo e médio, comprimentos de onda mais longos que aqueles da luz visível. Assim, o Webb pode identificar as primeiras estrelas e galáxias que se formaram após o Big Bang, além de estrelas e sistemas planetários em formação.

Já o observatório Chandra permite que os cientistas consigam imagens de objetos e ambientes exóticos em raios X, emitidos quando a matéria é aquecida a milhões de graus. Estas altas temperaturas podem ocorrer onde há fortes campos magnéticos ou gravidade extrema, por exemplo.

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Entre as fotos complementadas com os dados de raios X, está a do Quinteto de Stephan, que mostrava galáxias emaranhadas em tons de vermelho, laranja e verde. Agora, os dados do Chandra indicaram um novo processo ocorrendo por lá.

Graças às observações de raios X do telescópio, os astrônomos descobriram uma onda de choque que aquece o gás próximo a temperaturas extremamente altas, que chegam a dezenas de milhões de graus.

Já a foto da Galáxia da Roda de Carro traz uma galáxia de formato curioso, resultado de uma colisão com outra galáxia menor, há cerca de 100 milhões de anos. Além deste efeito, o encontro das duas desencadeou processos de formação estelar, que podem ser encontrados ao redor do anel externo da galáxia.

Com os dados de raios X do Chandra, podemos identificar gás a altíssima temperatura, estrelas que explodiu, estrelas de nêutrons e até buracos negros se alimentando da matéria de estrelas próximas.

Já a foto do aglomerado de galáxias SMACS J0723, a cerca de 4,2 bilhões de anos-luz, revelou, sozinha, centenas de galáxias individuais. Os dados do Chandra mostram que elas estão acompanhadas por uma nuvem de gás com 100 trilhões de massas solares, enquanto a temperatura ali chega a alguns milhões de graus.

Veja abaixo:

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Por fim, chegamos à imagem dos Penhascos Cósmicos, com mais de dez fontes inviduais de raios X. Estas fontes são formadas principalmente por estrelas na região externa de um aglomerado estelar na Nebulosa Carina, com idades que variam entre 1 e 2 milhões de anos.

Como as estrelas jovens são muito mais brilhantes em raios X do que as antigas, os estudos neste comprimento de onda ajudam a revelar as estrelas ali.

Confira:

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O James Webb é considerado o maior e mais potente telescópio já lançado, mas o título não significa que ele irá explorar o universo sozinho. Na verdade, ele foi projetado para trabalhar juntos de outros telescópios no espaço e em solo, complementando os dados deles e ajudando os cientistas a entender melhor o universo – como aconteceu nestas imagens.

Fonte: Chandra