Estágio de foguete da SpaceX queima no céu do México; veja vídeos

Estágio de foguete da SpaceX queima no céu do México; veja vídeos

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 07 de Fevereiro de 2022 às 17h06
metmex/Twitter

Um foguete Falcon 9, da SpaceX, parece ter sido o responsável por causar um show de luzes em Cabo San Lucas, Culiacán, entre outras regiões no México. Observadores nestes locais registraram diversos vídeos de um objeto brilhando no céu neste domingo (6), e rastreadores suspeitam se tratar de restos de um foguete de Elon Musk utilizado em um lançamento de 2017, que teria reentrado na atmosfera terrestre somente agora.

O fenômeno foi registrado por vários observadores, que publicaram as imagens em redes sociais. Inicialmente, alguns pensaram que a bola de fogo foi causada por alguma rocha espacial atravessando a atmosfera da Terra, mas rastreadores de detritos orbitais apontam que, na verdade, se tratava de lixo espacial — mais especificamente, de um foguete Falcon 9.

O foguete em questão foi lançado em 2017 pela NASA e SpaceX para levar ao espaço o satélite EchoStar23, voltado para o monitoramento do clima da Terra. Jorge Garza, fundador da agência MetMEX, publicou em sua conta do Twitter que o brilho foi causado pela reentrada de lixo espacial, e que o brilho pôde ser visto em Los Cabos e La Paz. Outras agências espaciais observaram que o fenômeno correspondia ao segundo estágio do foguete da empresa.

Esta não é a primeira vez que um veículo lançador da SpaceX faz uma reentrada do tipo. No ano passado, por exemplo, moradores de Oregon e Washington, nos Estados Unidos, observaram várias faixas brilhantes no céu. Alguns pensaram se tratar de uma chuva de meteoros, mas meteorologistas e astrônomos confirmaram que, provavelmente, o brilho veio dos restos de um foguete Falcon 9 sendo queimados na atmosfera.

E, em breve, outro foguete da empresa deverá proporcionar um fenômeno um pouco diferente: um estágio de outro foguete Falcon 9 está viajando em uma trajetória que deverá levá-lo a uma colisão com o lado afastado da Lua no início de março. O impacto não poderá ser observado ao vivo, mas é possível que as sondas que estudam nosso satélite natural consigam registrar a cratera de impacto gerada após a colisão.

Fonte: Via: Futurism, AmericanPost

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