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Destaques da NASA: raios gama, auroras e mais nas fotos astronômicas da semana

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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NASA ESA, Hubble/CSA, STScI, NIRCam/Howard Trottier
NASA ESA, Hubble/CSA, STScI, NIRCam/Howard Trottier

Mais um fim de semana, mais uma seleção de fotos astronômicas destacadas pela NASA no site Astronomy Picture of the Day. Nesta seleção, você encontra uma erupção de raios gama observada em diferentes comprimentos de onda, galáxias e uma foto espetacular dos Pilares da Criação, observados pelo telescópio James Webb.

Veja abaixo:

Sábado (15/10) — Erupção de raios gama GRB 221009A

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Um pulso de radiação altamente energética chegou à Terra na última semana, e foi observado por diferentes telescópios — entre eles, está o telescópio espacial Fermi, cujos dados renderam a animação acima. O evento foi chamado “GRB 221009A”, e trata-se de uma erupção de raios gama.

A animação mostra os raios gama centralizados no local do evento, e cada quadro traz raios com energia acima dos 100 milhões de elétron volts. Já o brilho que se estende pela diagonal é o plano da Via Láctea.

Domingo (16/10) — Galáxia NGC 1300

Esta é a galáxia NGC 1300, localizada a cerca de 70 milhões de anos-luz de nós. A galáxia se estende por cerca de 100 mil anos-luz e tem uma barra de estrelas, estrutura presente em grande parte das galáxias espirais. Além disso, ela conta também com um buraco negro supermassivo em seu interior.

Na foto, a galáxia aparece observada pelo telescópio espacial Hubble em uma das imagens mais detalhadas de uma galáxia completa já observada por este. Na foto, estão detalhes da barra central dela e seus grandes braços espirais.

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Segunda-feira (17/10) — Raios X da erupção GRB 221009A

Além dos raios gama, a erupção GRB 221009A liberou também os raios X, que chegaram à Terra quase junto da radiação gama. Eles aparecem aqui no formato de anéis, refletidos pelo gás e poeira presentes na Via Láctea.

Quanto maior o ângulo entre a poeira e a erupção, maior fica o raio dos anéis de raios X. Ainda, a duração do evento afeta também o tempo que leva para eles chegarem até nosso planeta.

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Terça-feira (18/10) — Aurora boreal

Uma bela aurora boreal aparece acompanhada da Via Láctea nesta foto. Ela se estendeu por cerca de 1.000 km no céu, com tons de verde vindos das interações entre as partículas eletricamente carregadas, emitidas pelo Sol, com átomos de oxigênio na atmosfera da Terra.

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Já a faixa da Via Láctea traz estrelas e nebulosas muito mais distantes, a cerca de mil anos-luz do nosso planeta. Quando observada junto da aurora, a Via Láctea parece formar o caule de uma flor, como resultado da pareidolia.

Quarta-feira (19/10) — Galáxia NGC 7497

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Pode não parecer, mas esta é uma galáxia do tipo espiral. Trata-se da NGC 7497 que, na nossa perspectiva, aparece praticamente de lado, o que dificulta a observação dos braços dela. Aqui, ela foi fotografada com filtros especiais, que a mostram com cores semelhantes àquelas que nossos olhos veriam.

A galáxia foi fotografada junto da MBM 54, uma grande nuvem de gás e poeira que parece envolvê-la. Na verdade, ambas estão separadas por uma grande distância: a galáxia está a cerca de 59 milhões de anos-luz de nós, e a MBM 54 fica a menos de mil anos-luz.

Quinta-feira (20/10) — Pilares da Criação pelo James Webb

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Você já deve ter visto estas colunas cósmicas que formam os chamados Pilares da Criação em fotos do telescópio espacial Hubble, e agora pode admirá-los nesta nova imagem capturada pelo telescópio James Webb. Estes pilares de gás e poeira são como berçários estelares, que fazem parte da nebulosa M16 (mais conhecida como Nebulosa da Águia).

Desta vez, o Webb observou a região na luz infravermelha próxima, identificando emissões avermelhadas de nós de material sofrendo colapso gravitacional para, futuramente, formar estrelas. Os círculos vermelhos são estrelas recém-formadas.

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Sexta-feira (21/10) — Galáxia Andrômeda

Esta foto traz a galáxia Andrômeda brilhando no céu da Nova Zelândia. Localizada a cerca de 2,5 milhões de anos-luz de nós, Andrômeda é a maior e mais próxima galáxia do tipo espiral, considerada também o objeto mais distante visível a olho nu.

Em cerca de quatro bilhões de anos, Andrômeda vai se fundir com a Via Láctea. Como há muito mais espaço do que estrelas em ambas, uma galáxia vai atravessar a outra, e as interações gravitacionais vão fazer com que mudem de forma, originando uma galáxia maior.

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Fonte: APOD