Destaque da NASA: forte erupção de raios gama é a foto astronômica do dia
Por Danielle Cassita • Editado por Patricia Gnipper |

Nesta segunda-feira (17), a foto astronômica no site Astronomy Picture of the Day traz uma das mais intensas erupções de raios gama (GRB) já observadas. Designada “GRB 221009A”, a explosão aconteceu a 2,4 bilhões anos-luz da Terra, mas foi somente na última semana que radiação liberada por ela chegou ao Sistema Solar.
A explosão emitiu grandes quantidades de raios X, cuja luz alcançou nosso planeta praticamente junto da radiação gama liberada pelo evento. Os anéis de raios X que aparecem na foto da GRB 221009A foram refletidos pela poeira e gás da Via Láctea:
Quanto maior for o ângulo de reflexo entre a poeira e a explosão, maior o raio dos anéis de raios X. A dimensão do evento pode também afetar o tempo que leva para estes “ecos luminosos” chegarem ao nosso planeta.
É possível que esta GRB tenha vindo do colapso de uma estrela cuja massa é várias vezes maior que a do Sol. Ao chegar ao fim de sua vida, ela pode ter explodido em supernova e, depois, formado um buraco negro a mais de 2 bilhões de anos-luz da Terra.
O que é uma erupção de raios gama?
As erupções de raios gama são explosões extremamente energéticas que, como o nome indica, liberam raios gama. Elas são bastante breves em escalas de tempo cosmológicas, e podem durar menos de um segundo ou até alguns minutos. Mesmo assim, elas liberam energia comparável com aquela que o Sol vai produzir em seus 10 bilhões de anos de vida.
Normalmente, estes eventos ocorrem a grandes distâncias da Terra, próximas dos limites do universo observável. Consideradas as explosões mais poderosas do universo, as erupções de raios gama mais breves parecem ser formadas por estrelas de nêutrons colidindo e formando buracos negros, ou quando um deles devora estas estrelas.
Já as mais longas têm relação com hipernovas, explosões intensas que ocorrem quando estrelas com até 10 massas solares chegam ao fim de suas vidas e dão origem a buracos negros.
Fonte: APOD