Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (08/05 a 14/05/2021)

Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (08/05 a 14/05/2021)

Por Daniele Cavalcante | Editado por Patrícia Gnipper | 15 de Maio de 2021 às 11h00
B. Falls/J.C. Casado/EELabs/TWAN/R. Colombari/F. Pelliccia

Se você gosta de fotos que retratam o céu noturno acima de algum cenário especial de nosso planeta, hoje é um ótimo dia para conferir nossa compilação semanal das Imagens Astronômicas do Dia, publicadas no site APOD, da NASA. Além dessas composições fabulosas que valorizam a variedade da Terra, há galáxias, nebulosas, fenômenos atmosféricos e cometas. Ou seja, um pouco de tudo.

Sábado (08/05) — Via Láctea sobre Yacoraite

(Imagem: Reprodução/Franco Meconi)

O que é mais belo: a Via Láctea neste céu noturno ou a paisagem andina de Yacoraite, no noroeste da Argentina? Talvez a composição fora de série seja mais inspiradora do que cada um desses elementos isolados. Acima, nebulosas de reflexão em tons de amarelo povoam o céu, enquanto embaixo os cactos Saguaro Argentinos habitam o solo árido.

Além das nebulosas, o céu exibe a estrela alfa da constelação de Escorpião, Antares, cuja poeira circunvizinha é soprada por outras estrelas para produzir o efeito luminoso da nebulosa. Ao lado da Antares, está Rho Ophiuchi, uma estrela azul brilhante que também está relacionada a nebulosas de reflexão, dessa vez, azuladas.

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Domingo (09/05) — a riqueza da região de Orion

(Imagem: Reprodução/Roberto Colombari/Federico Pelliccia)

Estas são a Nebulosa Cabeça de Cavalo, Nebulosa da Chama e a Nebulosa de Orion, dois alvos bastante populares dos astrônomos amadores, em parte porque estão em uma das regiões mais conhecidas do céu noturno, fácil de encontrar e com muitos outros elementos incríveis de se observar.

A nebulosa Cabeça de Cavalo é a nuvem escura pequeninha em contraste contra o grande brilho vermelho, no canto inferior esquerdo. É só encontrar uma sombra que se parece com o cavalo do jogo de Xadrez. Já a Nebulosa da Chama está mais à esquerda, na forma de uma nuvem laranja com faixas de poeira escuras. A Nebulosa de Orion encontra-se no canto superior direito, e bem à sua esquerda está uma nebulosa conhecida como Running Man.

Segunda-feira (10/05) — aglomerados contrastantes

(Imagem: Reprodução/CFHT/Coelum/MegaCam/J.-C. Cuillandre/GA Anselmi)

Nesta imagem há dois aglomerados abertos de estrelas, o M35, no canto inferior esquerdo, e o NGC 2158, no canto superior direito. O fato de serem muito diferentes em cores diz muito sobre cada um deles. Quando as estrelas brilham na cora azul, significa que são mais quentes, mais jovens e provavelmente terão vida mais curta. No caso do M35, suas estrelas têm apenas 150 milhões de anos. Já o aglomerado mais distante é amarelo porque suas estrelas são cerca de 10 vezes mais velhas que as do M35 e as estrelas azuis que ele tinha já explodiram.

O M35 é relativamente difuso, com cerca de 2.500 estrelas espalhadas por de 30 anos-luz de diâmetro, e está a 3.870 anos-luz de distância, aproximadamente. O NGC 2158, por sua vez, é um aglomerado de baixa metalicidade que contêm de 1.000 a 10.000 estrelas, todas formadas quase ao mesmo tempo, e fica na periferia da Via Láctea a cerca de 14.700 anos-luz de distância. Sua idade é estimada em cerca de 2 bilhões de anos.

Terça-feira (11/05) — Uluru

(Imagem: Reprodução/Park Liu)

Mais um cenário deslumbrante que coloca o céu noturno e uma região peculiar do nosso planeta. Essa montanha de 350 metros de altura é um Patrimônio Mundial das Nações Unidas, e se chama Uluru. Ela fica na Austrália e levou 300 milhões de anos para se formar. Parece muito tempo para nós, mas a maioria das estrelas que se destacam no céu já estavam lá muito antes.

Além disso, há um fenômeno atmosférico ocorrendo ao fundo. Uma forte tempestade está a uma distância segura do nosso fotógrafo, mas perto o suficiente para que ele registre esse momento ímpar. Por fim, a constelação de Orion está em destaque, com estrelas gigantes azuis mais jovens que a montanha sobre a qual se erguem noite após noite.

Quarta-feira (12/05) — meteoro e um brilho estranho

(Imagem: Reprodução/JC Casado/StarryEarth/EELabsTWAN)

Gegenschein, do alemão "brilho de oposição", é um efeito astronômico que causa o efeito que vemos nessa imagem. Ele aparece como uma mancha elíptica fraca de luz, diretamente oposta ao Sol, e é mais difícil de enxergar do que a luz zodiacal. O gegenschein é formado pela luz espalhada por partículas de poeira interplanetária. Essas partículas são detritos de asteroides e orbitam mesmo plano dos planetas do Sistema Solar. O cenário para retratar o efeito é o Teide Observatory, que fica nas Ilhas canárias, Espanha, e conta com a participação especial de um meteoro.

Quinta-feira (13/05) — o cometa e as galáxias

(Imagem: Reprodução/Observatório Grand Mesa/Terry Hancock/Tom Masterson)

O cometa ATLAS (C/2020 R4) passava pela constelação norte de Canes Venatici, quando foi capturado nesta imagem que também incluiu as galáxias conhecidas como A Baleia e Taco de Hóquei. A Baleia tem nome oficial de NGC 4631 e está a 25 milhões de anos-luz de distância. Já a Taco, ou NGC 4656/7, é uma espiral barrada altamente distorcida, daí o apelido.

Aparentemente, essas duas galáxias já se encontraram, e esse encontro deixou marcas que podemos ver até hoje através das distorções e das trilhas misturadas de gás detectadas em outros comprimentos de onda.

Sexta-feira (14/05) — Sombrero

(Imagem: Reprodução/Bray Falls)

Essa belíssima galáxia tem formato espiral com um núcleo brilhante rodeado por um disco achatado de material escuro. Devido à sua aparência que se assemelha a do típico chapéu mexicano, a estrutura foi chamada de "Galáxia do Sombreiro". Seu nome oficial é M104, ou NGC 4594, e pode ser vista em todo o espectro. Tem cerca de 50.000 anos-luz de diâmetro e está a 28 milhões de anos-luz de distância, o que faz dela uma das maiores galáxias na extremidade sul do aglomerado de galáxias de Virgem.

Fonte: APOD

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