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Destaques da NASA: eclipse solar, nebulosas e + nas fotos astronômicas da semana

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

Andrew Fryhover/Neelam and Ajay Talwar/Andy Ermolli
Andrew Fryhover/Neelam and Ajay Talwar/Andy Ermolli

Mais um sábado chegou, o que significa que é dia de conferir um novo compilado das fotos selecionadas pela NASA no site Astronomy Picture of the Day. Apesar de o eclipse solar parcial do início da semana não ter sido visível do Brasil, você poderá conferir aqui um belo registro do fenômeno capturado na Índia.

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Como de costume, temos também imagens incríveis de nebulosas, galáxias e até um compilado de fotos da chuva de meteoros Oriônidas, produzido ao longo de sete anos.

Confira abaixo:

Sábado (22/10) — Nebulosa da Califórnia

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Esta nebulosa fica a cerca de 1.500 anos-luz de nós no braço Órion em nossa galáxia, o mesmo que abriga o Sistema Solar. Designada “NGC 1499”, esta é uma nebulosa de emissão cujo formato lembra o da Califórnia, estado no litoral norte-americano — daí seu apelido.

A nebulosa NGC 1499 é de emissão, e brilha com a luz avermelhada de átomos de hidrogênio ionizados. Normalmente, estas nebulosas são ionizadas pela luz de alguma estrela quente por perto.

Domingo (23/10) — Via Láctea e luz zodiacal

O arco da Via Láctea no céu chama a atenção neste panorama, fotografado na Austrália. Além da nossa galáxia, a foto mostra também Saturno, próximo da faixa da Via Làctea, e Júpiter, brilhando perto do horizonte. É ali que está também um raio de luz zodiacal, vinda da luz solar refletida por grãos de poeira.

Para observar a luz zodiacal, é preciso ficar de olho no horizonte perto do amanhecer ou após o fim do crepúsculo. Quanto mais escuro o céu, melhores as chances de ver a luz.

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Segunda-feira (24/10) — Galáxia Andrômeda

A galáxia Andrômeda, nossa maior vizinha galáctica do tipo espiral, brilha nesta foto com seu núcleo amarelado e braços espirais, repletos de estrelas brilhantes e azuladas. Também chamada “M31”, aqui a galáxia aparece acompanhada de nuvens avermelhadas, formadas por hidrogênio gasoso ionizado. A maioria delas faz parte da Via Láctea.

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Localizada a mais de 2 milhões de anos-luz, Andrõmeda é uma galáxia que pode ser observada a olho nu.

Terça-feira (25/10) — Rotação de Júpiter

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Assim como os planetas do Sistema Solar orbitam o Sol, as luas de Júpiter viajam ao redor do gigante gasoso. Em pouco mais de 40 segundos, este vídeo te mostra como é este movimento: a sequência mostra a rotação de Júpiter, que nos permite ver rapidamente as faixas gasosas em sua estrutura, a Grande Mancha Vermelha e mais.

Enquanto isso, as luas Europa, Ganimedes e Io entram em cena de pouco a pouco — aqui, vale destacar Europa, cuja sombra é projetada sobre o planeta. Em seguida, Ganimedes entra em cena.

Quarta-feira (26/10) — Nebulosa do Casulo

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Talvez pareça que esta foto tem um grande cometa, mas não se engane. Na verdade, ela mostra a nebulosa IC 5146, localizada no lado esquerdo da imagem. Mais conhecida como “Nebulosa do Casulo”, ela é uma nebulosa de emissão e reflexão, ou seja, emite e reflete a luz de alguma fonte próxima.

Já no lado direito, está uma grande “cauda” de poeira que se estende por quase 100 anos-luz, com filamentos de poeira que escondem estrelas em formação. Ambos os objetos ficam a cerca de 2.500 anos-luz da Terra.

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Quinta-feira (27/10) — Eclipse solar parcial

No início da semana, a Lua “escondeu” temporariamente parte do disco solar, causando um eclipse solar parcial. O fenômeno pôde ser observado em algumas regiões do planeta, como partes da Europa e Ásia — e na Índia, onde esta foto foi tirada.

Os eclipses solares acontecem quando a Lua, na fase cheia, fica entre o Sol e a Terra, bloqueando parte da luz solar e projetando sua sombra em partes do nosso planeta.

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Sexta-feira (28/10) — Chuva de meteoros Oriônidas

Que tal conferir a beleza da chuva de meteoros Oriônidas entre 2015 e 2022? O panorama acima traz anos de fotos do fenômeno, causado por detritos do cometa 1P/Halley. Este cometa leva mais de 70 anos para retornar ao Sistema Solar, e enquanto viaja pelo espaço, seus detritos causam as chuvas Eta Aquáridas e, claro, a Oriônidas.

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A chuva tem este nome porque os meteoros parecem vir da direção da constelação Órion, o Caçador. Além dos meteoros, a foto traz também o brilho da faixa da Via Láctea no céu noturno.

Fonte: APOD