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Destaques da NASA: cometas, nebulosas e mais nas fotos astronômicas da semana

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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J. Chambo/T. Lease/NASA,ESA,CSA,JWST,MIRI/J. Schmidt
J. Chambo/T. Lease/NASA,ESA,CSA,JWST,MIRI/J. Schmidt

Mais um sábado chegou, e com ele vem nosso tradicional apanhado das últimas imagens astronômicas publicadas no site Astronomy Picture of the Day. As fotos desta semana estão bastante variadas, e você encontra nesta seleção belas imagens de nebulosas, cometas, auroras boreais e muito mais — até mesmo um foguete da SpaceX aparece de um jeito surpreendente.

Confira:

Sábado (08/10) — Cometas no céu

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Já pensou em ver dois cometas em uma única foto? Na parte superior desta imagem, está o cometa C/2017 K2 (PanSTARRS), um objeto congelado e solitário que vem viajando há cerca de três milhões de anos. Ele veio da Nuvem de Oort, uma nuvem formada por fragmentos congelados. No lado direito, na parte inferior, está o cometa 73P/Schwassmann-Wachmann 3. Ele é um cometa periódico com período orbital de 5,4 anos, que está se desintegrando desde 1995.

No dia em que a foto foi tirada, o cometa Schwassmann-Wachmann 3 estava a cerca de 20 minutos-luz em relação à Terra.

Domingo (09/10) — Auroras boreais

Em 2014, quando se aproximava do pico de atividades em seu ciclo de 11 anos, o Sol liberou ventos e explosões repletos de partículas eletricamente carregadas. Quando chegaram ao nosso planeta, estas partículas encontraram o campo magnético terrestre.

A maioria delas é bloqueada pela magnetosfera, mas alguns íons acabam presos na ionosfera. Ali, eles colidem com átomos de oxigênio e oxigênio. A energia liberada pelos encontros forma o brilho das auroras, com cores que variam de acordo com o elemento contra o qual os íons se chocaram e a altitude em que tudo aconteceu — e é isso o que você vê na foto acima!

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Segunda-feira (10/10) — Analema lunar

Você já deve ter visto fotos que mostram analemas do Sol — imagens que trazem o astro fotografado sempre no mesmo horário a cada dia, ao longo de um ano, formando uma figura com o formato do número 8. Mas, nesta foto, o astrofotógrafo decidiu produzir um analema da Lua.

Neste caso, é preciso ter um pouco mais de paciência, porque a Lua volta à mesma posição aparente no céu com cerca de 50 minutos e 29 segundos de diferença a cada dia. Portanto, para criar um analema lunar, é preciso fotografar nosso satélite natural respeitando este intervalo ao longo de uma lunação (o ciclo lunar), de aproximadamente 29,5 dias.

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Terça-feira (11/10) — Nebulosa do Pelicano

Aqui você vê parte da Nebulosa do Pelicano, uma grande nuvem gasosa encontrada a cerca de 2 mil anos-luz em direção à constelação Cygnus, o Cisne. Em seu interior, a nebulosa abriga estrelas jovens, envolvidas por poeira escura.

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Os grãos de poeira presentes ali são formados por compostos simples de carbono, nascidos em meio às atmosferas frias de estrelas jovens. Com o tempo, os ventos estelares e explosões de estrelas próximas dispersam estes materiais. No lado direito da imagem, estão dois jatos de um objeto Herbig–Haro expelidos pela estrela HH 555 na direita.

Quarta-feira (12/10) — Nebulosa da Lula Gigante

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Esta nuvem cósmica é a nebulosa Ou4, mais conhecida como “Nebulosa da Lula Gigante”. Este objeto tem dois polos em sua estrutura, que se destacam pelas emissões em azul e verde de átomos de oxigênio ionizados.

A Ou4 parece estar cercada por Sh2-129, uma grande região de emissão que brilha em vermelho devido ao hidrogênio ionizado. Por enquanto, ainda não se sabe a verdadeira distância da Nebulosa da Lula, mas estudos recentes sugerem que ela faz parte da região, localizada a cerca de 2.300 anos-luz de nós.

Quinta-feira (13/10) — Telescópio James Webb fotografa anéis de poeira

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Aqui, temos um sistema binário de estrelas a cerca de 6 anos-luz de nós, dominado pela estrela WR-140. Ela é do tipo Wolf-Rayet, portanto, é uma estrela massiva e brilhante, bastante conhecida por suas camadas externas produtoras de poeira cósmica, rica em elementos como oxigênio e nitrogênio.

Eles são lançados ao espaço, formando uma espécie de nebulosa ao redor da estrela. Já os anéis avermelhados são resultado da aproximação das estrelas: com a curta distância entre elas, os ventos estelares emitidos se encontraram e comprimiram os gases que as formam, criando a poeira.

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Sexta-feira (14/10) — Foguete Falcon 9 e a Lua cheia

Esta bela Lua cheia foi fotografada junto de um foguete Falcon 9 subindo pelo céu. Talvez você tenha notado algumas ondulações perto das bordas do disco lunar. Saiba que elas são o resultado das ondas de choque supersônicas causadas pela passagem do foguete, que alteram o índice de refração da luz na atmosfera.

A fase da Lua cheia ocorre quando nosso satélite natural está em posição oposta ao Sol, ao longo de sua órbita ao redor da Terra, ficando com a face iluminada completamente visível.

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Fonte: APOD