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Destaque da NASA: grande aglomerado estelar é a foto astronômica do dia

Por| Editado por Patricia Gnipper | 15 de Junho de 2023 às 19h08

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NASA, ESA, Hubble Legacy Archive; Ehsan Ebrahimian
NASA, ESA, Hubble Legacy Archive; Ehsan Ebrahimian
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O imenso aglomerado estelar Messier 15 (M15) conta com mais de 100 mil estrelas, que brilham na foto destacada pela NASA nesta quinta (15). Ele, junto outros 170 aglomerados, é uma espécie de relíquia que sobrou da formação da Via Láctea, há bilhões de anos.

O aglomerado fica a 35 mil anos-luz de nós e tem diâmetro de 200 anos-luz. Mas, como a foto abaixo mostra, mais de metade das estrelas estão centralizadas em uma região menor, que mede apenas 10 anos-luz. Por isso, elas formam uma das mais densas concentrações de estrelas conhecidas até agora.

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A imagem foi capturada pelo telescópio Hubble e foi reprocessada. Segundo dados do telescópio, as estrelas centrais do aglomerado mostram velocidade crescente, que indicou a presença de um buraco negro por lá.

Talvez você tenha reparado que, em meio às estrelas, há um ponto azul e brilhante. Trata-se de Pease 1 (ou apenas PN Ps 1), uma nebulosa planetária. Ela é uma das quatro nebulosas planetárias conhecidas até o momento, presentes em aglomerados do tipo globular.

Aglomerado estelar M15

Este aglomerado foi descoberto em 1746 pelo astrônomo italiano Jean-Dominique Maraldi. Os aglomerados estelares globulares, como o M15, são formados por dezenas ou até milhões de estrelas, que se mantêm unidas pela força da gravidade.

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O M15 é formado por estrelas quentes e azuis, acompanhadas por estrelas alaranjadas e mais frias. O buraco negro ali parece ter 4 mil massas solares, e deve ter se formado em algum momento nos 13 bilhões de anos do aglomerado.

Além de ser um dos mais antigos aglomerados globulares conhecidos, o M15 guarda algumas surpresas. Ele tem 112 estrelas variáveis e quase 10 pulsares, formados por estrelas de nêutrons. Um deles é um sistema estelar duplo, formado por duas destas estrelas.

Fonte: APOD