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Destaque da NASA: estrela gigante é a foto astronômica do dia

Por| Editado por Patricia Gnipper | 26 de Janeiro de 2024 às 16h20

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Reg Pratt
Reg Pratt

A estrela Epsilon Tauri brilha na foto astronômica destacada pela NASA nesta sexta-feira (26) no site Astronomy Picture of the Day. Encontrada a 146-anos-luz da Terra, esta é uma estrela mais fria que o Sol, sendo também 13 vezes maior que nosso astro e quase 100 vezes mais brilhante. 

Epsilon Tauri faz parte do aglomerado estelar das Híades. Trata-se de um aglomerado que fica a apenas 153 anos-luz da Terra, e por isso, é considerado o mais próximo do nosso planeta. Um estudo publicado no ano passado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society indicou que os buracos negros mais próximos de nós podem estar por lá.  

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Na foto, a estrela aparece cercada por nuvens escuras e empoeiradas em meio à constelação do Touro. Ela não está sozinha: em 2006, dados de velocidade radial revelaram que a estrela está acompanhada de um exoplaneta. 

Ele recebeu o nome Epsilon Tauri b, e é um exoplaneta gasoso maior que Júpiter, levando 1,6 ano terrestre para completar uma volta ao redor da estrela. Claro, o exoplaneta não pode ser visto a olho nu — mas a estrela Epsilon Tauri, sim.  

As estrelas gigantes

Epsilon Tauri é uma estrela gigante vermelha, categoria formada por estrelas milhares de vezes maiores que nosso astro. Por mais irônico que pareça, elas são relativamente frias: como são muito grandes, a energia delas ficam dispersa por uma área bastante ampla, fazendo com que suas temperaturas de superfície cheguem a até 3.200 ºC. 

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As estrelas deste tipo estão chegando ao fim dos seus ciclos evolutivos. Quando chegam nesta fase, as estrelas esgotaram o combustível em seu núcleo, o que faz com que o hidrogênio seja queimado em um envelope externo. Por isso, o núcleo se contrai e as camadas externas se expandem; como resultado, as estrelas ficam mais avermelhadas e frias.

Algo do tipo vai acontecer em cinco bilhões de anos com nosso bom e velho Sol, que vai passar por uma transformação e, eventualmente, vai se tornar uma gigante vermelha. Quando isso acontecer, suas camadas externas vão se expandir e consumir os planetas mais internos do nosso sistema. Dependendo do tanto que o Sol se expandir, é possível que nem mesmo a Terra seja poupada e acabe consumida em menos de um dia. 

Fonte: APOD