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Destaque da NASA: aurora boreal espetacular é a foto astronômica do dia

Por| Editado por Patricia Gnipper | 19 de Abril de 2023 às 18h33

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Juan Carlos Casado (Starry Earth, TWAN)
Juan Carlos Casado (Starry Earth, TWAN)

A foto destacada pela NASA nesta quarta-feira (19) mostra uma aurora espetacular e colorida que brilhou no céu de Lapônia, na Finlândia. Ela foi o resultado (belíssimo, por sinal) de uma tempestade geomagnética, causada pela atividade do Sol.

Antes da aurora aparecer no céu, o Sol havia liberado uma ejeção de massa coronal (CME). Como as partículas da CME “erraram” a Terra, os cientistas não esperavam que a tempestade geomagnética criasse auroras tão coloridas e vastas como a da foto abaixo:

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Naquela noite, a aurora boreal foi tão brilhante que foi registrada detalhadamente na foto. Já as cores do fenômeno indicam as reações ocorridas entre os elétrons emitidos pelo Sol e os elementos na atmosfera da Terra, como o oxigênio e nitrogênio.

Normalmente, as auroras boreais ocorrem em regiões localizadas em latitudes altas; mas, desta vez, houve relatos de auroras observadas mais ao sul, como no céu do Novo México, nos Estados Unidos.

O que são tempestades geomagnéticas?

Para entender as tempestades geomagnéticas, é importante lembrar, primeiro, que a Terra é cercada pela magnetosfera. Trata-se de uma região formada pelo campo magnético do nosso planeta, o qual funciona como uma bolha que nos protege contra grande parte das partículas vindas do Sol.

Quando ocorre uma ejeção de massa coronal ou algum outro fenômeno que libera grandes quantidades de partículas eletricamente carregadas, estes eventos causam perturbações na magnetosfera ao chegar na Terra. Eis que surge, assim, uma tempestade geomagnética.

As tempestades geomagnéticas vêm acompanhadas de uma série de efeitos, como o aquecimento da ionosfera e atmosfera superior. O aumento de temperatura pode ampliar a densidade e distribuição dos gases das camadas atmosféricas mais altas, intensificando o arrasto nos satélites na órbita baixa da Terra. Com isso, eles podem realizar reentradas antes do esperado, como aconteceu com satélites Starlink, no ano passado.

Fonte: APOD