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Cratera Kiladze em Plutão pode ser criovulcão

Por| Editado por Patricia Gnipper | 25 de Outubro de 2023 às 11h03

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NASA, Johns Hopkins Univ./APL, Southwest Research Inst.
NASA, Johns Hopkins Univ./APL, Southwest Research Inst.

Parece que a cratera Kiladze em Plutão é, na verdade, um vulcão gelado. É o que propõe uma equipe liderada pelo cientista planetário Dale Cruikshank em um novo artigo, no qual analisaram a estrutura no planeta anão e explicam por que um criovulcão pode existir por lá.

Encontrada na região Hayabusa Terra, a cratera Kiladze mede quase 44 quilômetros de diâmetro e tem um histórico de erupções. Claro, elas não expelem lava de rochas derretidas como acontece nos vulcões da Terra, mas sim criolava formada por compostos voláteis.

Kiladze parece ser relativamente jovem, e sua atividade provavelmente aconteceu nos últimos milhões de anos. Para a equipe, várias erupções podem ter acontecido por lá desde quando a estrutura foi formada.

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Outra característica curiosa da cratera são seus arredores: a área próxima dela é coberta por água congelada e amônia, enquanto grande parte da superfície de Plutão é repleta de metano e nitrogênio congelado.

A mistura de elementos sugere que talvez existe algum processo interno, capaz de levar esta mistura de compostos do interior de Plutão à superfície do planeta anão. “Em Plutão, o calor interno parece ser o causador do vulcanismo em alguns lugares na superfície”, observou Cruikshank.

Se o criovulcão está ativo, significa que há algo aquecendo o interior de Plutão e levando água congelada à superfície. É provável que o aquecimento seja causado pelo decaimento dos elementos radioativos no núcleo do planeta anão — e, talvez, o calor tenha formado um oceano de água líquida ou até bolsões de gelo e lama.

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Já a amônia presente na superfície parece ter vindo do interior do planeta anão: a amônia diminui o ponto de congelamento da água, permitindo que corra como "magma" congelado por meio dos criovulcões por lá.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado no repositório arXiv, sem revisão de pares.

Fonte: arXiv; Via: Universe Today