Chuva de meteoros Perseidas trará espetáculo nesta semana; saiba como observar

Chuva de meteoros Perseidas trará espetáculo nesta semana; saiba como observar

Por Daniele Cavalcante | Editado por Patrícia Gnipper | 11 de Agosto de 2021 às 11h10
NASA/Bill Ingalls

A chuva de meteoros Perseidas tem seu pico na noite de quinta-feira (12), com boas chances de oferecer uma taxa generosa de 100 meteoros por hora — mas já deve ter alguma visibilidade nesta quarta (11). Dessa vez, a Lua vai colaborar com os observadores, pois estará na fase Nova, com pouco brilho para ofuscar os rastros deixados pelas “estrelas cadentes”.

O que é a chuva de meteoros Perseidas

Como as demais chuvas sazonais de meteoros, a Perseidas é formada por pequenos detritos que entram na atmosfera terrestre em velocidade alta o suficiente para arrancar elétrons dos átomos de moléculas do ar. No caso da Perseidas, os detritos são grãos minúsculos deixados pelo cometa 109P/Swift-Tuttle em suas passagens perto do Sol.

Chuva Perseidas em agosto de 2009, ano em que foram registrados mais de 150 meteoros por hora (Imagem: Reprodução/NASA/JPL)

A nuvem de poeira deixada pelo cometa é chamada de “nuvem Perseida” e ela fica sempre por ali, orbitando o Sol no mesmo trecho da órbita terrestre. Sempre que nosso planeta passa por ela, alguns desses grãos caem na atmosfera, ionizando as moléculas do ar. Antes mesmo de atingirem a superfície, eles evaporam por completo, sem oferecer nenhum risco aos habitantes do planeta.

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A maior parte do material presente hoje na nuvem Perseida tem aproximadamente 1.000 anos; portanto, quando você observar um meteoro nos próximos dias, estará olhando para algo que estava no “céu” há muito tempo. Claro, o cometa também deixou um filamento de poeira durante suas últimas passagens, como a de 1862, mas esses detritos mais recentes são minoria. Sua passagem mais recente foi em 1992.

Como observar a a chuva de meteoros Perseidas

Na noite de pico, a Perseidas chega a produzir até 100 meteoros por hora, mas, para obter o máximo do espetáculo, é preciso observar alguns critérios. O primeiro deles é ir para um lugar afastado da iluminação artificial da cidade, em especial as luzes de mercúrio e sódio, que produzem e espalham muito brilho em todas as direções — as lâmpadas de LED são menos nocivas à observação do céu noturno, portanto, caso sua região adote essa iluminação, sua experiência com a chuva de meteoros será melhor.

O céu do Maranhão no dia 12/08, às 04h30, com o radiante da Perseidas em direção ao Norte (Imagem: Reprodução/Stellarium)

Se tivermos sorte, poderemos observar até mesmo alguns earthgrazers, meteoros lentos e brilhantes. Eles ocorrem quando um fragmento atinge a atmosfera em um ângulo muito baixo e ricocheteiam para o espaço, deixando um rastro comprido e demorado. De qualquer forma, os meteoros Perseidas são sempre interessantes por sua velocidade de até 60 km/s e seus rastros que duram alguns segundos.

Como de costume, a Perseidas favorece mais aqueles que estão acima da linha do Equador, ou seja, as regiões Norte e Nordeste do Brasil e países no Trópico de Câncer. Nas regiões Sul e Sudeste, o radiante da chuva (a constelação Perseus) estará bem baixo no horizonte. Embora os meteoros possam aparecer em qualquer parte do céu, eles sempre parecerão vir dessa constelação, e isso significa que habitantes de São Paulo, por exemplo, perderão todos os que caírem abaixo da linha do horizonte.

Ainda assim, se você tiver tempo livre — e disposição — nas madrugadas dos dias 12 e 13, em ambas as ocasiões o céu pode lhe brindar com bons meteoros. Nas regiões Norte e Nordeste, a observação pode começar pouco antes da meia noite, enquanto os que estiverem mais ao Sul terão mais chances a partir das 4h da manhã até o nascer do Sol.

O céu noturno de São Paulo, às 4h30 do dia 12/08, com o radiante da Perseidas um pouco acima do horizonte (Imagem: Reprodução/Stellarium)

Vale lembrar que, para observar os meteoros, basta olhar para o céu, sem nenhum equipamento especial para isso. Na verdade, instrumentos como binóculos e telescópios apenas tornarão a observação mais difícil. Leve a cadeira mais confortável que tiver em sua casa, e seja paciente. Se o céu estiver livre de nuvens e das famigeradas lâmpadas amarelas da iluminação pública, você provavelmente verá um bom espetáculo.

Fonte: Bad Astronomy, NASA

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