China revela primeiras imagens das amostras lunares coletadas pela Chang'e 5

Por Daniele Cavalcante | 25 de Fevereiro de 2021 às 17h20
Our Space/ Wang Jiangbo

A China completou sua missão Chang’e 5 em dezembro de 2020, quando a cápsula com amostras da superfície lunar foi arremessada pelo módulo de serviço, caindo na Mongólia Interior, 23 dias após o lançamento da missão. Agora, a Administração Espacial Nacional da China (CNSA), cujos cientistas e engenheiros espaciais receberam os cumprimentos do presidente chinês Xi Jinping, revelou as amostras ao público.

(Imagem: Reprodução/CCTV/CNSA/CLEP)

O conteúdo da cápsula de reentrada da Chang'e 5 foi coletado de uma região chamada Oceanus Procellarum, que é o maior dos "mares" lunares na borda ocidental, no lado próximo da Lua. Essa foi a primeira vez em que a humanidade trouxe material lunar desde 1976, quando a missão soviética Luna 24 trouxe cerca de 170 gramas de regolito para a Terra. O sucesso da Chang’e-5 marca a conclusão do programa inicial de exploração lunar da China, que consistiu em três etapas: orbitar, pousar e retornar da Lua com amostras.

Na última segunda-feira (22), o presidente Xi Jinping se encontrou com a equipe da missão com Grande Salão do Povo, Pequim, no momento em que as fotos das amostras foram exibidas ao público. Grãos escuros e material fino da Lua se misturam com pequenos pedaços de vidro basáltico, criado pelo vulcanismo lunar, de acordo com a descrição abaixo das imagens.

(Imagem: Reprodução/CCTV/CNSA/CLEP)

Além de revelar o material lunar ao público, a China anunciou que cientistas de todo o mundo poderão obter um pouco das amostras para pesquisas. Os procedimentos para solicitar acesso às amostras foram publicados pela CNSA em janeiro. Por fim, as amostras estarão em uma exposição pública, dentro de um recipiente feito de cristal artificial, a partir de março. O recipiente, com a forma de um antigo vaso ritualístico, já foi enviado ao museu para que os curadores possam montar a exposição.

Há uma série de outras curiosidades no recipiente de cristal, como suas medidas — 38,44 cm x 22,89 cm —, que fazem referência à distância média entre a Terra e a Lua (384.400 km) e ao tempo de duração da missão Chang'e-5, desde o lançamento ao pouso (22,89 dias). Além disso, interior mostra a Terra e o mapa da China, e conta ainda com uma esfera oca que representa a Lua. Essa esfera é onde as amostras estarão protegidas.

(Imagem: Reprodução/National Museum of China)

Quanto ao design do recipiente na forma de vaso, é uma referência a uma antiga peça feita de bronze, chamada zun. Trata-se de um vaso alongado com uma borda alargada, usado para armazenar o vinho das cerimônias e rituais da China antiga. A escolha do formado é uma homenagem e respeito prestados pelo museu à história e ao tesouro do país.

Fonte: CGTN

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