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China pousa sonda Chang'e 6 no "lado oculto da Lua"

Por| 02 de Junho de 2024 às 11h21

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Jin Liwang/Xinhua/CNSA
Jin Liwang/Xinhua/CNSA

Na noite de sábado (1), a missão chinesa Chang'e 6 pousou, com sucesso, na Bacia do Polo Sul-Aitken, uma das maiores crateras de impacto do Sistema Solar. Com aproximadamente 2.500 km de diâmetro, a região é parte do que é popularmente conhecido como “lado oculto da Lua”, já que não é visível da Terra.  

Comandada pela Administração Espacial Nacional da China (CNSA), a missão tem como objetivo recolher amostras de rochas do solo lunar. No total, espera-se que sejam coletados 2 kg de material para análise, através de um braço robótico e uma perfuratriz.  

A missão chinesa de 53 dias ajudará a revelar os mistérios envolvendo o lado afastado da Lua. É também uma demonstração das capacidades da agência espacial chinesa, que espera comandar uma alunissagem com tripulação humana até 2030.

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Lado oculto da Lua

Como a rotação da Lua é sincronizada com a órbita em torno da Terra, há o famoso “lado oculto”, ou seja, a parte não visível. Esta face ainda está em processo de exploração, mas já se sabe que é composta por uma crosta grossa e apresenta mais crateras que a outra parte do satélite. 

Anteriormente, a China já havia pousado uma sonda na parte afastada da Lua, como ocorreu com a missão Chang'e 4, em janeiro de 2019. Esta é uma das maiores conquistas espaciais do programa espacial do gigante asiático.

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Cooperação na missão chinesa Chang'e 6

Embora essa seja uma missão espacial chinesa, há cooperação internacional com outros países. Por exemplo, foi embarcado na sonda um detector de radônio desenvolvido por cientistas franceses, um medidor de íons sueco e um retrorrefletor italiano.

Além disso, se as amostras colhidas pela sonda Chang'e 6 chegarem ao planeta Terra, elas serão disponibilizadas para a análise de outros países. Em caso de interesse, a própria NASA poderá realizar suas investigações nas amostras de solo lunar, coletadas no lado oculto da Lua.

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Fonte: CNSA