Publicidade

Brasileiro pode ter descoberto planeta escondido no Sistema Solar

Por| Editado por Luciana Zaramela | 20 de Fevereiro de 2024 às 17h35

Link copiado!

Daniel Roberts/Pixabay
Daniel Roberts/Pixabay

É possível que o Sistema Solar tenha mais planetas do que pensávamos. Segundo um novo estudo de Patryk Sofia Lykawka, graduado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e atual professor da Universidade Kindai, no Japão, pode existir um mundo a mais de 200 unidades astronômicas do Sol; cada unidade corresponde à distância entre a Terra e o astro. 

Para o estudo, Patryk analisou as órbitas de diferentes grupos de objetos transnetunianos (TNOs), que são aqueles encontrados no distante Cinturão de Kuiper. Ali, ele descobriu propriedades curiosas: parte deles tinha órbitas além dos efeitos gravitacionais de Netuno, enquanto outros tinham inclinação orbital de 45º. Por fim, outro grupo tinha objetos extremos, com órbitas incomuns. 

Depois, ele trabalhou com simulações do Sistema Solar externo (onde ficam Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) que incluíram um possível planeta semelhante à Terra em órbitas variadas. “Obtive resultados que poderiam explicar as propriedades orbitais das populações do Cinturão de Kuiper distante”, explicou. “Isso sugere um papel vital desempenhado pelo planeta na formação do Cinturão de Kuiper”, acrescentou.

Continua após a publicidade

Com novas simulações, Patryk percebeu que o Sistema externo não poderia explicar as propriedades dos objetos. “Dessa forma, este estudo prevê a existência de um planeta com massa de aproximadamente 1,5 a 3 Terras no Sistema Solar externo distante, situado além de 200 unidades astronômicas”, disse.

Existem três possíveis órbitas para este mundo hipotético, todas variando de 200 a 800 unidades astronômicas. Segundo o professor, os melhores resultados favorecem aquelas de 200 a 500 e 200 a 800 unidades astronômicas. Se a descoberta de tal mundo for confirmada, ela poderia fazer com que nosso sistema talvez voltasse a ter nove planetas. 

“Além disso, assim como ocorreu em 2006 com a reclassificação de Plutão, precisaríamos aprimorar a definição de ‘planeta’, já que um planeta massivo localizado muito além de Netuno provavelmente pertenceria a uma nova classe”, observou Patryk. Para os próximos passos, ele planeja refinar os resultados com novas simulações. 

O Canaltech está no WhasApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista científica The Astronomical Journal

Fonte: The Astronomical Journal; Via: Unisinos