Netflix deve lançar 700 produções originais ao longo de 2018

Por Felipe Demartini | 28 de Fevereiro de 2018 às 11h35
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A Netflix anunciou que terá nada menos do que 700 produções originais sendo lançadas neste ano. O número se refere ao total de filmes e séries que serão liberados até dezembro, entre novas temporadas de shows já em andamento e produtos inéditos, no que a companhia vê como o grande motivo pelo qual novos assinantes decidem aderir ao serviço.

O comentário foi feito por David Wells, diretor financeiro do serviço de streaming, durante uma conferência de mídia e tecnologia promovida pelo banco Morgan Stanley. Segundo o executivo, US$ 8 bilhões serão investidos no desenvolvimento dessas produções e, do total, pelo menos 80 serão realizadas fora dos Estados Unidos, com lançamento mundial e foco no mercado internacional.

Wells não foi minucioso sobre o assunto, mas deixou claro que a Netflix vê a criação de produções originais como seu grande motor. Ele afirma que a estratégia “está funcionando” e que a ideia é continuar com ela, apelando a todos os tipos de gostos e entregando entretenimento dos mais diferentes tipos, de forma a continuar angariando assinaturas.

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O mesmo vale para os gastos com marketing, que, inclusive, serão ampliados em 2018. Em vez do US$ 1,3 bilhão previstos originalmente para esse fim, a empresa disse que vai gastar algo na faixa dos US$ 2 bilhões. Além disso, segundo Wells, a visão é que a publicidade deva funcionar como um multiplicador de seu principal esforço de crescimento, que é, justamente, a criação de shows originais, citado por ele como “a melhor forma de investimento” da empresa.

Ao mesmo tempo, Wells não deu a entender que o ritmo de licenciamento de conteúdo externo deva diminuir – nesse assunto, tudo deve continuar como está. Para o executivo, o público não se incomoda com quem é o dono de uma determinada atração, mas espera que ele seja de qualidade. “Nosso negócio é, sempre, ter o melhor conteúdo”, finalizou.

Entretanto, a ideia parece ser apostar em diversidade, com acordos de exclusividade com criadores ou a produção de shows com um estilo específico sendo considerada pouco comum. Wells citou, por exemplo, a união entre o Netflix e o produtor Ryan Murphy, de American Horror Story, como uma situação rara. Acordos desse tipo, segundo o executivo, devem existir, mas não serão muitos.

Um dos grandes focos da Netflix para 2018 é a criação de especiais esporádicos. É o caso, por exemplo, de My Next Guest Need No Introduction, série de entrevistas capitaneada pelo apresentador americano David Letterman por onde já passaram nomes como Barack Obama e George Clooney. A empresa também disse que vai intensificar o lançamento de propostas durante a temporada de Natal, repetindo uma estratégia que se mostrou bem-sucedida nos últimos anos.

Fonte: Variety

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