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Madonna no Brasil | A tecnologia por trás do show em Copacabana

Por| 05 de Maio de 2024 às 12h21

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Divulgação/Itaú
Divulgação/Itaú

Catártico. Se for para resumir em uma palavra como o show de Madonna que encerrou a aclamada The Celebration Tour no Rio de Janeiro, essa exprime bem o que aconteceu na noite deste sábado (4) nas areias de Copacabana. Gratuito, o mega evento reuniu mais de um milhão e meio de pessoas de todo o Brasil para ver a rainha do pop encerrar sua turnê em grande estilo.

Madonna havia embarcado no Rio de Janeiro há quase uma semana, na segunda-feira (29), e fechado o salão principal do Copacabana Palace, onde ficou hospedada, para poder ensaiar com seus bailarinos. Nenhum hóspede podia espiar o local, nem circular pelo saguão reservado pela diva. 

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Irreverente como sempre, a cantora fez o maior show de toda a sua carreira, retratando 4 décadas de música em um palco gigantesco de 812 m² — o maior feito para uma turnê de Madonna. Ao todo, foram necessários 27 caminhões para transportar toda a aparelhagem usada no show, que precisou de 270 toneladas de equipamentos para acontecer.

Palco da Celebration Tour in Rio

Madonna subiu a um palco com o dobro do tamanho do que ela costumava subir durante sua última turnê. Foram 812 metros quadrados, com 24 metros de frente e altura de 18 metros, além de três passarelas para performance, sendo duas com extensão de 20 metros nas bordas e uma de 22 metros ao centro. A contar do nível do solo, o palco tinha 2,4 metros de altura.

E para evitar que a areia sob o palco começasse a ceder, foi instalado sob a estrutura um piso de alta resistência, que garante a sustentação de um prédio. 

Telões e caixas de som

Ao longo de 1 km da faixa de areia, foram instalados 15 telões de LED e mais dois que compunham o cenário, conectados por cabos de fibra óptica a fim de evitar qualquer atraso. E para alimentar tanta aparelhagem, a equipe técnica de Madonna dispôs de 36 geradores de energia — além de outros dois do Copacabana Palace.

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Luzes e efeitos

Para iluminar a noite, além dos telões e de vários canhões de luzes coloridas, foi instalado no palco um enorme globo prateado de discoteca. Em entrevista ao G1, Luiz Oscar Niemeyer, responsável pela produção do show de Madonna em Copacabana, contou que seu objetivo era transformar a praia na "maior pista de dança do mundo", e comparou a proeza com o show dos Rolling Stones, de 2006, no mesmo local. 

Transmissão com delay

Se você acompanhou ao show ao vivo na TV, saiba que não assistiu a um "ao vivo" tão ao vivo assim. É que Madonna seguiu a tendência dos grandes espetáculos e exigiu da TV Globo que realizasse a transmissão com 12 minutos de atraso — o chamado delay. Ou seja, a cantora subiu ao palco às 22h36, mas quem estava em casa acompanhou esse momento só às 22h48.

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E essa exigência de atraso faz sentido, afinal, acontece como medida de segurança por questões de emergência. Caso algum problema técnico ou mesmo uma situação de emergência aconteça durante a apresentação, o momento não pode ser exibido ao vivo na transmissão pela TV. O lag de 12 minutos é, tecnicamente, suficiente para contornar qualquer imprevisto.

Segurança

E não é só a equipe da Madonna que dispôs de tanta tecnologia para fazer o show acontecer. Todo um sistema de segurança foi usado para o evento na praia de Copacabana, por iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

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O esquema de videomonitoramento da região onde o show aconteceu começou às 6h da manhã de sábado, com equipamentos de ponta e ação constante da Polícia Militar. Foram dois drones equipados com câmeras de reconhecimento facial sobrevoando a praia e as ruas. Esses equipamentos cruzam dados de imagem das pessoas no evento com um banco de dados com fotos e informações a respeito de 100 mil procurados pela polícia. 

Além dos drones, foram usadas 42 câmeras de reconhecimento facial, 65 torres de observação na areia e no calçadão, além de operações de revista e bloqueio. Outras 40 câmeras de segurança foram escondidas em pontos estratégicos de Copacabana. Todo o esquema de segurança contou com o apoio de 3,2 policiais militares e 1.130 guardas municipais. As imagens eram transmitidas direto para uma base móvel da Polícia Militar, em um caminhão estacionado na Praça do Lido.