Crítica La Casa de Papel | 5ª temporada tem adrenalina com clima de despedida

Crítica La Casa de Papel | 5ª temporada tem adrenalina com clima de despedida

Por Natalie Rosa | Editado por Jones Oliveira | 06 de Setembro de 2021 às 10h40
Netflix

O começo do fim de uma das séries mais populares da Netflix já está entre nós. La Casa de Papel, produção original da plataforma de streaming, acaba de ganhar a primeira parte de sua quinta e última temporada, contando com cinco episódios. A trama retoma o assalto ao Banco da Espanha, que já nos apresentava sinais de descontrole, e a nova missão do Professor (Álvaro Morte), ainda que muito bem planejada, começou a tomar rumos que nem podemos dizer que foram inesperados, mas sim diferentes, visto que o gênio do roubo sempre esteve preparado para toda e qualquer eventualidade.

As expectativas para a quinta temporada já eram altas, mas ganharam uma proporção ainda maior pelo tempo de espera de mais de um ano para o lançamento. A primeira parte, então, cumpriu o seu papel de suprir a empolgação que queríamos para o início desse desfecho, nos apresentando a uma temporada com bastante emoção, riscos, tiroteios dignos de um clássico filme de ação e sacrifícios.

Imagem: Divulgação/Netflix

Atenção: esta crítica contém spoilers da primeira parte da quinta e última temporada de La Casa de Papel!

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Diz o ditado que o crime não compensa, e La Casa de Papel está aí para nos provar. Não dizemos isso, no entanto, em relação aos interesses do Professor em fazer esses assaltos, que são propósitos muito maiores do que apenas o dinheiro, mas sim pelos riscos existentes. Todos os assaltantes ali sabem que as chances de tudo acabar bem ou mal são de 50% para cada possibilidade, então riscos precisarão ser tomados, vidas poderão ser perdidas e sacrifícios acabam se tornando a única opção de vitória.

Uma das características mais fortes da série espanhola é o sentimento de cumplicidade dos assaltantes, que são unidos por traumas, revoltas e impotência perante o sistema, o que acabou resultando na entrada no mundo do crime. Sabemos que estão cometendo diversos crimes, mas ainda assim torcemos por eles, e isso acabou deixando as últimas temporadas mais tristes. Depois da morte de Nairóbi (Alba Flores), chegou a hora de outra personagem de destaque da série se despedir, Tóquio (Úrsula Corberó), de forma ainda mais intensa e emocionante, e que de fato ninguém esperava.

Imagem: Divulgação/Netflix

Mas antes mesmo de nos despedirmos de uma das personagens mais carismáticas da produção, a série precisou se inovar na mente do Professor, permitindo que o personagem conseguisse improvisar para manter o assalto e não decretar o fim do plano. Nas mãos de Alicia Sierra (Najwa Nimri), tudo já parecia perdido, mas a gravidez e as acusações contra a policial já nos traziam indícios de que o plano dela também seria interrompido, assim como o do Professor. A temporada, ao menos a primeira parte, faz uma transição brusca de Alicia de uma pessoa depositando todas as suas frustrações para acabar com o plano, para alguém que só aceitou que está no mesmo barco que eles e que nunca sairia como heroína.

Outra mudança considerável do final da quarta temporada para esta é que ainda houve formas de contornar a situação, pois, nos episódios anteriores, parecia que o caos estava completamente instaurado e que já iríamos presenciar a falha do roubo no começo da temporada. É quando os roteiristas exploram ao máximo a genialidade do líder de conseguir reverter praticamente qualquer problema durante o roubo, usando o que tinha em mãos.

Imagem: Divulgação/Netflix

Além de nos passar bastante emoção e adrenalina, o criador da série não desistiu de investir no desenvolvimento do personagem que, provavelmente em decisão unânime do público, é o mais insuportável de toda a trama. Arturo (Enrique Arce), ou Arturito, mostra de uma vez por todas como é ser a pessoa mais desprezível de toda a Espanha, ganhando destaque como o responsável por grande parte das cenas de ação da temporada. Afinal, toda e qualquer decisão tomada pelo personagem deixa ele ainda mais desprezível. Por mais irritante que ele seja, sua passagem pela série é de extrema relevância, uma vez que a sua personalidade mexeu com as emoções dos bandidos desde o começo.

Em meio a tiros, despedidas e flashbacks, La Casa de Papel soube aproveitar essas cinco horas para desenvolver o começo do fim da história sem abordagens desnecessárias. Todos os minutos da trama foram bem aproveitados, tornando praticamente impossível desviar o olhar da TV. Agora, a cinco episódios do final, tudo parece que vai acabar mal mais uma vez, mas de fato não fazemos ideia do que Álex Pina nos reserva para o destino dos personagens sobreviventes.

Você já pode assistir à primeira parte da quinta temporada de La Casa de Papel na Netflix. A segunda parte estreia no dia 3 de dezembro de 2021.

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