O que foi o Assalto ao Banco Central que vai virar série na Netflix?

O que foi o Assalto ao Banco Central que vai virar série na Netflix?

Por Natalie Rosa | Editado por Jones Oliveira | 15 de Março de 2022 às 22h00
Netflix

Em 2005, o Brasil inteiro parou para acompanhar as consequências de um assalto ao Banco Central de Fortaleza. Tudo começou nos dias 6 e 7 de agosto, um fim de semana, quando ladrões escavaram um túnel até o local. Uma vez lá dentro, eles conseguiram levar R$ 164 milhões em espécie, que pesavam cerca de 3,5 toneladas. O roubo só foi descoberto na segunda-feira, dia 8 de agosto, quando os bandidos já estavam longe.

Agora, a história do crime será contada em 3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central, a nova minissérie documental da Netflix que estreia neste mês de março na plataforma de streaming.

Os ladrões conseguiram invadir o Banco Central cavando um túnel até o local (Imagem: Divulgação/Netflix)

Como foi o Assalto ao Banco Central?

Os ladrões planejaram o crime por três meses, contando com a ajuda de um funcionário do Banco Central que forneceu informações internas. Ele contou como o local funcionava e disponibilizou as plantas do edifício. Então, o segundo passo foi alugar uma casa que ficava perto do banco para começar os trabalhos.

Os criminosos alugaram uma residência e montaram uma empresa de fachada que produzia grama natural e sintética, o que justificaria a entrada frequente de carros e a saída de terra. A verdade, porém, era que eles estavam cavando o túnel que os levaria ao Banco Central.

A escavação resultou em um túnel de 80 metros de extensão, 70 centímetros de diâmetro e quatro metros de profundidade, contando também com ventilação, energia elétrica e ar-condicionado. Os esforços dos ladrões resultaram na retirada de mais de 30 toneladas de terra.

As escavações levaram dois dias (Imagem: Divulgação/Netflix)

A escavação do túnel foi a parte mais fácil para os criminosos, que depois precisaram pensar em como abrir um cofre feito de concreto e revestido em aço. A solução foi usar um aparelho para cortar cerâmica chamado maquita, além de britadeiras. Quando conseguiram entrar no cofre, nenhum alarme foi disparado e nenhuma imagem de câmera ficou gravada. Os ladrões tiveram 44 horas para pegar o dinheiro e fugir.

A gangue também teve bastante tempo para espalhar cal por toda a casa alugada para sumir com as impressões digitais. Eles retiraram o dinheiro do local com a ajuda de vans; depois, se espalharam por diferentes regiões do Brasil para que não fossem encontrados pela polícia.

Fuga dos bandidos

As investigações começaram no dia 8 de agosto e a primeira captura foi de José Marleudo, que teve suas impressões digitais encontradas na casa. Outros membros do grupo de ladrões também foram encontrados por terem comprado 10 carros de uma só vez, usando o nome de José Charles Morais. Ele foi preso em Minas Gerais e estava com nada menos que R$ 6 milhões.

Os outros ladrões foram descobertos ao longo dos meses seguintes, após muitas investigações e, até mesmo, graças a policiais infiltrados. Os oficiais conseguiram capturar 26 envolvidos no esquema e somente R$ 53 milhões foram recuperados.

A série documental

A minissérie documental 3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central vai contar a história do assalto com a ajuda de depoimentos inéditos de policiais e pessoas envolvidas no crime, mostrando ainda as consequências que vieram junto ao roubo.

3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central estreia no dia 16 de março na Netflix.

Com informações: Aventura na História.

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