Águas Que Corroem | Suspense da Netflix deixa assinantes aflitos

Águas Que Corroem | Suspense da Netflix deixa assinantes aflitos

Por Laísa Trojaike | Editado por Jones Oliveira | 11 de Agosto de 2021 às 17h15
Divulgação/Netflix

A Netflix se mantém com um dos catálogos mais atrativos das plataformas de streaming, mesmo que sempre tenhamos alguma dificuldade para encontrar o que vamos assistir. No gênero suspense, os assinantes podem encontrar alguns dos melhores títulos dos últimos anos e, mais recentemente, o serviço começou a exibir o ótimo Águas Que Corroem, que quase passou despercebido na sua estreia em 2018.

O filme chegou a estrear em alguns cinemas e foi premiado em alguns festivais menos populares, mas o maior burburinho aconteceu quando foi lançado na Netflix. Na página oficial de Rust Creek (no original em inglês), a produção comemora ter ficado no Top 10 da Netflix em 45 países, entre eles o Brasil:

Mas por que fez tanto sucesso? O que tem de bom? Se você quer mais informações antes de se aventurar por mais de uma hora e meia de história, está no lugar certo. O Canaltech separou algumas das principais informações que indicam alguns bons motivos para testar o coração com esse não-tão-novo suspense.

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Trama

A Netflix, além de disponibilizar a versão legendada do trailer, também nos indica o início da trama: "Ao pegar um caminho errado na floresta, uma estudante universitária tem que lutar pela própria vida quando se depara com dois irmãos fora da lei e encrenqueiros". Não é uma descrição muito animadora, mas o vídeo promocional nos revela que tem muita tensão e perseguição.

Sem nada que indique algum clichê que nos faça pressupor o final, a divulgação de Águas Que Corroem nos mostra um filme que promete nos deixar aflitos pela protagonista, inicialmente agredida e sequestrada e, posteriormente, mantida em cativeiro por um homem que diz estar lhe ajudando. Outros personagens entram na história, com destaque para o policial que encontra o carro da mulher desaparecida.

Daí em diante, o filme foca na aflição e no desespero de uma pessoa que está tentando fazer o possível para sair dessa situação aterrorizante. Para piorar, tem a camada estrutural e sexual, que nos lembra filmes como o remake Doce Vingança (2010) e expõe um subtexto feminista.

Equipe técnica

Jen McGowan, Hermione Corfield e Stu Pollard no set de Águas Que Corroem (Imagem: Reprodução/IFC Midnight)

O filme é dirigido por Jen McGowan, que não é um nome muito conhecido por aqui, mas tem uma filmografia interessante, que inclui alguns curtas e o longa Kelly & Cal: Uma Amizade Inesperada, estrelado por Juliette Lewis. Apesar do sucesso discreto em 2018, Águas Que Corroem promoveu bastante a diretora, que chegou a dirigir o episódio "Happy Holidays" de The Purge e o episódio "Try, Try" do excelente Além da Imaginação.

O roteiro foi escrito a partir de uma história de Stu Pollard, produtor de Possuído (2020), e é assinado por Julie Lipson, que estreou como roteirista de longas após escrever os curtas The Snow Queen (2011) e Bear (2018).

Embora esses créditos não nos digam muito, é interessante notar que o filme é realizado essencialmente por duas mulheres, o que traz uma perspectiva feminina para o suspense e para o desespero da protagonista. Nos demais departamentos técnicos, a Lunacy Productions fez questão de apoiar as profissionais do setor e contratou mulheres para diversos cargos criativos.

Elenco

Imagem: Reprodução/IFC Midnight

Interpretando a personagem central, Sawyer, temos a atriz Hermione Corfield, que já apareceu em Sr. Sherlock Holmes (2015), Missão: Impossível - Nação Secreta (2015), Orgulho e Preconceito e Zumbis (2016), xXx: Reativado (2017), Rei Arthur: A Lenda da Espada (2017) e Star Wars: Os Últimos Jedi (2017). A performance de Corfield foi bastante elogiada, sobretudo porque a atriz se empenhou em aprender o sotaque sulista, adaptando-se ao universo do filme, gravado no Kentucky (EUA).

Completando o elenco, ainda temos Jay Paulson (I Am the Night), Sean O'Bryan (Invasão a Casa Branca), Micah Hauptman (Homeland), Daniel R. Hill (Cherry - Inocência Perdida), Jeremy Glazer (Modern Family) e John Marshall Jones (Paradise Lost).

Recepção

Muito antes de aparecer no Top 10 da Netflix, Águas Que Corroem chegou a ser premiado em pelo menos seis festivais diferentes, marcando este filme independente como um pequeno e breve cult, sobretudo quando era mais conhecido apenas por quem acompanha produções menos pop. Quanto à crítica e ao público, podemos recorrer às informações dos sites que reúnem essas notas e nos fornecem uma média.

Imagem: Reprodução/IFC Midnight

No Metacritic, que costuma trazer médias mais baixas, o filme aparece com a nota 59 da crítica especializada, enquanto as avaliações do público marcam 6.6 na média final. No Rotten Tomatoes, as notas foram bem mais animadoras, mas dessa vez o público parece ter gostado menos do que os especialistas: 84% entre a crítica especializada e 61% dos demais espectadores.

Os elogios são diversos. Jude Dry, do IndieWire, disse que o suspense “é um exemplo impressionante de boa narrativa que supera o orçamento e o poder das estrelas”; John DeFore, do THR, disse que a história é envolvente; e David Edelstein, do Vulture, comentou que Águas Que Corroem “é tenso sem punir”, além de ter um certo humor que nos pega de surpresa.

Águas Que Corroem pode ser assistido na Netflix.

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