E3 2019 | Um papo sincero sobre o que realmente achamos do evento

Por Rafael Rodrigues da Silva | 14 de Junho de 2019 às 13h56

Nesta semana, o mundo dos games virou de cabeça para baixo e o tanque da máquina do hype foi abastecido, e tudo por causa de um único evento: a E3. Todos os anos, o maior evento de videogames do mundo coloca de pernas para o ar o mercado de jogos, com centenas de anúncios de consoles, games e acessórios que deverão chegar às lojas nos próximos meses. Mas, mais do que jogos, a E3 é composta de narrativas, e uma leitura atenta do evento pode mostrar quais serão os rumos que a indústria de videogames irá tomar nos próximos anos.

Assim, reunimos toda a equipe do Canaltech responsável por cobrir a E3 para discutir algumas dessas narrativas: qual foi a maior surpresa? A maior decepção? A Sony fez falta no evento deste ano ou não? Esses e outras perguntas são discutidas por nosso time, que dá suas opiniões sobre cada uma delas.

Defina a E3 21019 em um tweet

Sérgio Oliveira:

Não precisava ser fiel a nenhum ator dos filmes, longe disso. Mas a caracterização dos personagens de Vingadores embaçou o jogo inteiro. Volta pro PS2 que lá você não passa vergonha.

Rafael Arbulu: A feira foi sensacional, como é todo ano. Mas mais do que isso, a E3 desse ano foi uma prova de que a feira deve se adaptar para edições posteriores. Ela ainda tem força, mas a evasão de empresas preocupa.

Felipe Demartini:

Felipe Ribeiro: Protocolar, E3 2019 tem clima de fim de geração, mas já aponta para o futuro.

Rafael Rodrigues: Como já diria Magic Johnson, “o maior evento de videogames do mundo que acontece entre os dias 11 e 13 de junho em Los Angeles”.

Wagner "Wakka": A E3 este ano foi constante. Um conjunto de boas surpresas, mas embasa em uma transição para nova geração. Por isso, morna, mas ainda assim gostosa de acompanhar.

Qual foi a maior surpresa dessa E3? 

Sérgio: Não teve Project Scarlett, nem Final Fantasy VII, nem muito menos Vingadores. O momento WOW desta E3 foi a aparição de Keanu Reeves no palco da Microsoft para anunciar a data de lançamento de Cyberpunk 2077, algo que ninguém esperava e que foi mantido a sete chaves tanto pela empresa quanto pela CD Projekt RED. E olha, isso é cada vez mais raro em tempos de internet e vazamentos a torto e a direita.

Arbulu: Estou dividido entre a qualidade de FF7 Remake e o remaster de FF8. O primeiro, porque havia aquele medo de que fosse só um "jogo bonito", mas com gameplay falho. O segundo, porque me foi inesperado mesmo: estava escrevendo outra nota para o site quando reconheci a trilha sonora, até.

Dema: Breath of the Wild 2, com certeza

Felipe: A entrada do Keanu Reeves no palco da MS.

Rafael: Trials of Mana. Como apreciador de JRPGs, sempre via Seiken Densetsu 3 no topo de qualquer lista “melhores RPGs de Super Nintendo que você nunca ouviu falar” e sempre achei que nunca teria a oportunidade de jogá-lo pela tecnicalidade de não saber absolutamente nada de japonês. E não apenas ter sido anunciado uma versão em inglês para o Ocidente, mas também um remake que parece muito bem fiel visualmente, foi uma bela surpresa que fez meu coração bater mais forte.

Wakka: Como surpresa, com certeza, foi o Keanu Reeves. Isso acontece muito por conta de várias das informações terem sido vazadas antes do evento.

Qual foi a maior decepção dessa E3?

Sérgio: Como um todo, certamente foi a EA. A empresa enrolou os participantes da EA Play e quem acompanhou a transmissão ao vivo por uma tarde inteira e, tirando Star Wars Jedi: Fallen Order, não tinha nada o que mostrar de verdade. E o mais esquisito foi a apresentação de FIFA 20, que só mostrou um modo que ninguém realmente se importa e se limitou a falar de melhorias técnicas sem realmente mostrá-las em tela. Ficou esquisito e vazio a ponto de sobrar 11 minutos de apresentação no cronômetro.

Arbulu: Creio que a EA. A Square desapontou, mas teve pontos altos — a EA não mostrou absolutamente nada. O formato escolhido foi ruim, o lineup de jogos foi tedioso e óbvio.

Dema: Meu coração de fã quer responder Capcom sem anúncios, mas sendo realista, eu diria que foi o anúncio surpresa da KONAMI, que deixou todo mundo especulando para revelar Turbografx 16 Mini.

Felipe: Apresentação da EA. Fraquíssima.

Rafael: No conceito de “decepção” ser exatamente o contrário daquilo que se esperava, então a maior “decepção” foi a Conferência da Ubisoft. Eu não esperava nada da companhia além de uns jogos sem graça e vergonha alheia, mas acabei terminando a semana interessado pela primeira vez em um jogo da franquia Watch Dogs e, também pela primeira vez, esperançoso por uma adaptação de videogames com o filme de The Division dirigido pelo David Lynch. Eu esperava que a Ubisoft viesse até essa E3 apenas para mostrar um novo Just Dance, uns jogos sem sal e passar vergonha, e fiquei extremamente decepcionado comigo mesmo por ter ficado feliz com os anúncios dela.

Wakka: Talvez o jogo dos Vingadores como um todo. As animações foram bem aquém do que se esperava com certeza.

Qual o momento dessa E3 que deverá ficar lembrado na história?

Sérgio: Podem me apedrejar, mas para mim o momento histórico dessa E3 não tem nada a ver com Project Scarlett, nem com Cyberpunk 2077, muito menos com Vingadores ou Final Fantasy VII. O que fez meu coração dar uma acelerada e logo em seguida quase pifar foi o anúncio de Final Fantasy VIII Remastered, o meu jogo preferido da série. Quando Liberi Fatali começou a tocar nos fones de ouvido, subiu algo gelado pelas costas e logo veio à cabeça "Não pode ser possível!".

Final Fantasy 8 marcou minha adolescência. Foram mais de 100 horas de gameplay na companhia de Squall, Zell e companhia, numa história que eu entrei de cabeça e até hoje me perguntava porque não havia sido trazida para essa atual geração de consoles. Agora com o Remaster vindo aí, tenho esperança de que um Remake possa surgir depois que FF7 Remake seja concluído no Dia de São-Nunca.

Arbulu: Difícil. Acho que vou com a conferência da Ubisoft. A empresa teve jogo vazado e vinha meio desacreditada, mas conseguiu entregar a apresentação mais consistente de todas.

Dema: Ikumi Nakamura no palco da Bethesda.

Felipe: Sem dúvida, a entrada de Keanu Reeves ao palco.

Rafael: Como essa E3 foi meio “morna” no geral, acredito que apenas dois momentos serão lembrados em qualquer montagem sobre a história da E3 feita para o YouTube nos próximos anos: a entrada de Keanu Reeves no palco da Microsoft durante a apresentação de Cyberpunk 2077, o que colocou o pavilhão abaixo, e as poses meméticas de Ikumi Nakamura ao anunciar Ghostwire Tokyo.

Wakka: A dupla Ikumi Nakamura com o Keanu Reeves, pela alegria de ambos de fazerem parte daquilo.

Troféu fofura da E3: Keanu Reeves, Ikumi Nakamura ou pitbull do Jon Bernthal?

Sérgio: Ikumi Nakamura, sem dúvidas. Com seu jeitinho fofo e destoando, no bom sentido, de toda aquela "seriedade descontraída" dos ocidentais, ela encantou e temperou muitíssimo bem a fraca conferência da Bethesda na noite de domingo.

Arbulu: Ikumi, óbvio! Keanu, lindo como ele é, foi uma participação especial, apenas. E sinto muito, Jon, mas qualquer um pode levar um dog pro evento. São fofos e lindos, mas não.

Ikumi capturou meu coração

Dema: Ikumi Nakamura indo passear o dog com o Keanu Reeves.

Felipe: Se o conceito for Fofura, sem dúvida a Ikumi Nakamura.

Rafael: Ainda que a Ikumi seja a fofura em pessoa e o Keanu o mais próximos que existe de um homem perfeito, quando tem um cachorro na parada pra mim é hors concour: ninguém consegue ser mais fofo do que um cachorro - principalmente quando ele é um pitbull com cara de quem não sabe o que raios estava fazendo ali.

Wakka: Fofura vai para a Ikumi.

Falando sério agora: A EA precisava mesmo ter transmitido aquele evento pré-E3 dela?

Sérgio: Rápido e grosso: não. Me fez perder uma tarde inteira em troca de 15 minutos de gameplay de Star Wars Jedi: Fallen Order, que poderia ter sido mostrado no palco do Xbox.

Arbulu: Não. Troféu "saiu de casa por que, mesmo?" pra ela. Foi tudo zoado.

Dema: Se fossem trailers e anúncios de releases seria mais efetivo e menos barulhento. O pior do EA Play foram os apresentadores querendo criar hype onde não existia e gritando sem parar.

Felipe: Tal qual o sentimento com o evento todo, a EA foi protocolar. Só não precisava ter sido tão ruim.

Rafael: Eu sei que a EA gosta de fazer a “coisa dela” e tal, mas aquele evento foi a maior vergonha alheia da E3 após cada anúncio que não fosse relativo à Jedi Fallen Order ser recebido com palmas preguiçosas e esparsas de quem só queria que aqueles caras parassem logo de falar pra liberar os videogames pra galera testar o novo FIFA.

Wakka: A EA parece que veio despreparada e com muito pouco conteúdo para mostrar. Sobrou tempo e faltou conteúdo ali. Portanto, não.

Com o anúncio do serviço de streaming de jogos da Microsoft, além do Stadia da Google, fica a dúvida: streaming de games é o novo battle royale ou o novo Kinect?

Sérgio: Essa é uma pergunta bem complexa, principalmente porque envolve muito mais do que apenas questões técnicas. Mas falando primeiro dessa parte técnica, acredito que se vai "dar bom" ou "dar ruim" depende muito da infraestrutura montada para suportar um serviço como esse, e isso tanto em matéria de servidor quanto de conexão à internet. Que há poder computacional suficiente para isso, todo mundo já sabe, mas as empresas terão de planejar muito bem como irão distribuir seus servidores para atenderem o mundo todo, de maneira a eliminar o máximo possível de latência da equação e garantir uma boa experiência de gameplay. Pensando em um país como o Brasil, em que muitos desses recursos são concentrados nas regiões Sul e Sudeste, a população do Centro Oeste, Norte e Nordeste ficaria completamente excluída disso tudo — independentemente da velocidade da conexão, que também é outro problema.

O que também me preocupa é que, com serviços como Stadia, xCloud e afins, estamos centralizando cada vez mais nas mãos de empresas como Google e Microsoft o poder de decidir o que a gente pode jogar. Antes, se você comprava um jogo em mídia física, ele era seu para o resto da vida. Agora, essas empresas poderão decidir quando um jogo estará disponível ou não, seja por questões contratuais ou porque simplesmente não vale mais a pena tê-los em seus servidores.

No fim das contas, acho que temos de esperar mais um pouco para ver. Estão prometendo o mundo para os jogadores, mas já vimos isso ser feito recentemente com os óculos de realidade virtual, que, no fim das contas, se tornaram um produto extremamente de nicho. Não flopou, mas também não pegou.

Arbulu: Difícil dizer, mas estou mais para o Kinect: battle royale, goste ou não, vai ter sempre alguém representando. Se o cloud gaming falhar, ele morre em definitivo igual ao Kinect.

Dema: Nem um nem outro, é uma onda que veio para ficar, mas assim como o advento da internet, ainda vai demorar uns aninhos para pegar.

Felipe: Acho que nem uma coisa, nem outra. Como Phil Spencer mesmo disse, é mais uma opção para o gamer jogar, aonde ele quiser, a hora que ele quiser.

Rafael: Acredito que, assim como o gênero battle royale, os streamings de jogos chegam para ficar e ocupar um lugar do mercado, mas ainda vai demorar um pouco para que o sonho da Google de “substituir os consoles tradicionais” se realize. É como o Phil Spencer falou em entrevista: enquanto as operadoras ainda limitarem a quantidade de downloads mensais nos planos de internet, simplesmente não faz sentido usar esses sistemas como seu videogame principal, pois eles podem acabar aumentando tanto a sua conta da internet que ficaria mais barato comprar um console pra início de conversa. [Nota: nos Estados Unidos, as operadoras de internet estabelecem um limite de download e cobram por cada MB baixado que ultrapasse esse limite. Aqui no Brasil também existe esse limite em contrato, mas o Marco Civil da Internet impede que as operadoras cobrem dos consumidores caso ele seja ultrapassado. Enquanto a Google lidera as brigas para que nos Estados Unidos se crie uma lei parecida com a que existe hoje no Brasil, por aqui as operadoras fazem força para tentar derrubar essa decisão da Marco Civil e poder cobrar a mais dos consumidores que ultrapassem os limites existentes em contrato.]

Wakka: Com o que foi mostrado até agora, unindo ainda tecnologias como o Orion da Bethesda, é bem provável que a tecnologia de jogos por streaming se torne um novo marco para a história dos games.

A decisão da Nintendo de fazer um Direct sobre os novos Pokémons uma semana antes da E3 foi uma boa decisão ou acabou deixando o Direct da empresa para o evento meio “vazio”?

Sérgio: Não acredito que tenha afetado a qualidade do Direct da Nintendo, não. Claro, ficou aquela sensação de que faltou uma "estrela principal", mas no geral o lineup apresentado pela companhia foi bastante diversificado, numa apresentação que manteve um bom ritmo e que agradou a todos os tipos de público. Por isso, acho até que fez sentido Pokémon ter tido seu Direct particular para não repetir o erro que foi com aquele Direct quase que exclusivo de Super Smash Bros Ultimate em 2018.

Arbulu: De forma alguma! A apresentação foi recheada de coisa bacana e olha que nem curto a Nintendo. Teve a volta do Luigi, teve novo Zelda. Os anúncios foram vastos e ótimos para os fãs.

Dema: Acho que ela não quis matar as pessoas de ataque cardíaco, isso sim. Mas falando sério, num Direct ela conseguiria dar mais informação e profundidade, na E3 2019 teria que ser um trailer e algo mais rápido, não era o que eles queriam comunicar sobre o game.

Felipe: Totalmente. Esvaziou completamente a apresentação.

Rafael: Acredito que deixou a desejar sim. Entendo que talvez ela não tivesse tempo para mostrar na E3 os novos Pokémon na profundidade que costuma mostrar seus grandes jogos, mas essa decisão acabou deixando a apresentação da empresa sem um “grande” jogo. A Nintendo mostrou jogos excelentes em seu Direct, mas todos eles “lado B”, e o único que é do tipo “vende console por si só” foi a continuação de Breath of the Wild, mas o fato de ser apenas um anúncio do tipo “ó, tamo fazendo”, sem gameplay ou data de lançamento, tirou bastante a força dele. Até porque foi um “ó, tamo fazendo” de um dos jogos mais vendidos do Switch e que a gente já esperava que fosse ter uma continuação, bem diferente de quando a Square soltou um “ó, tamo fazendo” sobre o Final Fantasy 7 Remake, que era algo que os fãs pediam há mais de uma década, mas ela nunca tinha dado sinais de que essa ideia sairia do papel.

Wakka: Não só a Nintendo. Acho que a antecipação de várias informações como os NPCs em Watch Dogs Legion, a programação do EA Play, além de toda a lineup de jogos daquele Direct da Nintendo em fevereiro tiraram o caráter surpresa desta E3.

A Sony realmente fez falta no evento deste ano?

Sérgio: Fez e não fez. Estranho falar isso, mas a real é que não senti um vácuo por causa da ausência da empresa. Talvez isso tenha a ver com os anúncios independentes que ela vem fazendo nos últimos meses, o que tem sido suficiente para deixar seus fãs atualizados sobre o que está acontecendo e o que está vindo por aí. Caso se arriscasse a participar, talvez saísse de lá como uma certa empresa que enrolou todo mundo por uma tarde inteiro — tô olhando pra você, Electronic Arts!

Por outro lado, pode ser que a ausência da japonesa tenha feito a Microsoft se sentir confortável demais em sua conferência. Sem aquela pressão da concorrência, Redmond subiu ao palco já se achando o rei da cocada preta, jogou um monte de trailers em cima da gente e fingiu que não houve nenhum vazamento sobre nada do que estava sendo apresentado. Nesse aspecto, a Sony fez falta.

Arbulu: Fez. Com exclusividades como Death Stranding e Shenmue III, o PlayStation 4 tinha muita munição para atacar a concorrência. Fora isso, a E3 sempre foi palco de revelações e detalhes de novos hardwares, algo que beneficiaria muito o "PlayStation 5". Tomara que ela compense essa falta.

Dema: Sim, seria mais uma conferência boa de assistir e com bastante anúncio, mesmo que não tivesse nada explosivo.

Felipe: A Sony sempre faz conferências legais do ponto de vista de apresentação. Mas, ela tinha muito o que mostrar? Com datas e tudo? Duvido. Não me fez falta alguma.

Rafael: Olha, pior que não. Tudo bem que ter mais detalhes sobre The Last of Us 2 ou Ghosts of Tsushima seria ótimo, mas não sei se a empresa teria algo muito diferente para apresentar sobre esse jogos do que os gameplays que ela já tinha mostrado na E3 do ano passado. Apesar de morna em matéria de “grandes surpresas” ou “grandes momentos”, a E3 deste ano mostrou muitos jogos ótimos que deverão sair entre o final deste ano e o primeiro semestre de 2020, e tivemos tantas coisas para ficar salivando que pouca gente ficou pensando “nossa, e Ghosts of Tsushima, hein? Que saco…”

Wakka: Sim, fez bastante falta. Muito porque, apesar dos apesares, ela ainda era quem trazia muita surpresa para o evento. O trailer The Last of Us 2, no ano passado, junto com a Ghost of Tsushima foram duas coisas que faltaram nesta E3.

O que podemos esperar da E3 2020?

Sérgio: Acho que o que todo mundo quer é um embate entre Sony e Microsoft em 2020. Com as duas empresas com consoles da próxima geração encaminhados, espero que vejamos conferências mais bem planejadas e aquela trocação franca que vimos quando o PlayStation 4 e o Xbox One foram apresentados em 2013.

Arbulu: Honestamente? Menos empresas, talvez. Aos poucos, grandes companhias estão se dando conta de que o valor despendido para de apresentar no evento não compensa. Não quando pode-se gastar o mesmo ou menos e ter a mesma atenção em um evento próprio. Sony já se tocou disso, Nintendo ja percebeu isso. Falta a Microsoft se tocar.

Dema: Explosão de cabeças, com nova geração no palco, jogos de lineup de lançamento e uma lista ainda bastante forte para a geração atual. Vai ser doido.

Felipe: O pontapé inicial para a próxima geração, sem dúvida. Talvez a Sony até volte e tenhamos uma E3 com mais "frescor".

Rafael: 2020 é um ano para apresentar novos consoles, então provavelmente teremos dois rumos possíveis: algo tão legal quanto a E3 de 2013, quando Microsoft e Sony apresentaram seus novos videogames e ficaram o tempo todo cutucando uma a outra; ou, então, teremos uma diluição ainda maior do evento, com um número maior de empresas escolhendo fazer seus próprios eventos separados da E3 (assim como a EA) e a E3 se tornar cada vez menos um evento em si e mais uma data base que as gigantes do videogame utilizam para apresentar suas novidades ao público.

Wakka: O ano que vem deve ser daqueles que revelam grandes coisas. É o ano de efetiva transição, de mostrar o que vem para a próxima geração e de muitas revelações. Acredito que sim, em 2020, a gente pode esperar grandes surpresas.

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