Fim da Black Friday? Brasil terá novo dia de superdescontos e promoções

Por Redação | 28 de Fevereiro de 2014 às 10h10

Para os consumidores que ainda não estão satisfeitos com a Black Friday brasileira, eis uma boa notícia: empresas e organizações que participam do evento, que acontece há três anos no mês de novembro no Brasil, se preparam para abandonar a data e transferi-la para o começo do ano. De acordo com informações do site Baguete, a ideia é que esse dia voltado para superpromoções no e-commerce nacional aconteça no dia 19 de março, data batizada de Dia do Consumidor no Brasil.

O projeto foi criado pelo Buscapé, que vai investir R$ 15 milhões na criação da nova data. A proposta já é apoiada por vários órgãos ligados ao comércio eletrônico nacional e diversos varejistas, entre eles as lojas Americanas.com, Casas Bahia, Centauro, Dell, Extra, KaBuM!, Magazine Luiza, Marisa, Netshoes, Pontofrio, Ricardo Eletro, Saraiva, Shoptime, Submarino, Tricae e Walmart.com. Todas já fazem parte do grupo que pretende acabar com a Black Friday brasileira, que nos últimos tempos recebeu o apelido de "Black Fraude" por conta do número de reclamações e preços enganosos praticados por vários sites.

De acordo com Rodrigo Borer, CEO da Buscapé Company, a liquidação deve se repetir anualmente, sempre em uma quarta-feira depois ou no próprio dia 15 de março - a data é conhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Mundial do Consumidor, criada para lembrar os direitos de quem compra. "Assim como a Black Friday, a data trará inúmeras promoções em lojas online, com descontos expressivos, ajudando a alavancar as vendas no começo do primeiro semestre, período tradicional de retração do consumo", disse o executivo.

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A iniciativa também conta com o apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Até o momento não se sabe como vão funcionar as promoções e descontos que serão ofertados na data escolhida pelas companhias.

Black Fraude

Mesmo registrando alta de 217% em relação a 2012 e lucro recorde de R$ 770 milhões - só nas primeiras 12 horas do evento foram movimentados mais de R$ 174 milhões -, a Black Friday brasileira ainda é olhada com desconfiança pelos internautas que taxam a data como "Black Fraude", quando alguns varejistas oferecem produtos que custam "a metade do dobro". Alguns desses itens ficaram mais caros do que o preço que eles custavam três semanas antes do evento começar.

O problema apareceu até mesmo no dia em que a Black Friday foi realizada, em 29 de novembro. Segundo um levantamento feito pelo Programa de Administração de Varejo (Provar), da FIA, dentre todos os produtos analisados, 214% sofreram aumento de preços, ou seja, mais do que o dobro dos itens cujos preços caíram (9,53%). Na média, os aumentos foram de 10,2% e os descontos de 10,6%. Na semana seguinte às promoções, 22,6% dos produtos tiveram queda nos preços - número mais de duas vezes maior do que o de itens que tiveram os preços diminuídos na data (9,5%).

Além disso, foram totalizadas 8.500 reclamações contra as lojas que participaram da campanha, de acordo com dados divulgados pelo site Reclame Aqui, no último dia 2 de dezembro. A principal reclamação foi nos problemas para acessar os sites de compra online: 79,83% dos entrevistados disseram ter entrentado instabilidade ou inacessibilidade na hora de entrar na página das varejistas.

Outro motivo que não agradou os usuários foi a falta de estoque dos produtos anunciados – 62,99% dos consumidores que tentaram efetuar compras se mostraram insatisfeitos com a quantidade limitada dos itens desejados. Houve um apagão em vários sites durante as duas primeiras horas da Black Friday devido ao volume de acessos – algumas páginas travaram ou até saíram do ar. Após esse período, houve registros de problemas técnicos, mas menos graves.

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