Por que celulares não estão conseguindo captar fotos do “céu apocalíptico”?

Por Ramon de Souza | 10 de Setembro de 2020 às 21h40
Christopher Rusev

Os habitantes da costa oeste dos Estados Unidos, com destaque especial para as regiões de São Francisco e Califórnia, estão sentindo na pele o que é viver em um cenário no estilo Mad Max ou Blade Runner. Por conta das queimadas que estão assolando as florestas locais desde agosto, os céus ganharam um sombrio tom alaranjado e avermelhado — fruto da luz solar tentando passar pela espessa camada de fumaça que encobre as cidades citadas.

Embora estejamos falando de um fenômeno altamente preocupante e desolador, é natural que as pessoas tentem registrar esse momento pitoresco. A maioria das tentativas, porém, está sendo em vão, já que smartphones parecem incapazes de reproduzir a vermelhidão dos céus estadunidenses. Muitos internautas usaram as redes sociais para “reclamar” que as fotos saem em tons de cinza ou amarelo bem clarinho.

Há uma explicação científica para isso. Todos os smartphones modernos disponíveis hoje no mercado saem de fábrica já com uma série de tecnologias e algoritmos que aprimoram suas fotografias e aplicam correções automáticas de cor, levando em consideração o cenário a ser registrado. Como os softwares não foram preparados para lidar com o “céu apocalíptico”, eles tentam de tudo fazê-lo parecer o mais normal possível.

Caso você esteja nos EUA e queira tirar uma boa foto desse fenômeno, o jeito é apelar para aplicativos de câmera de terceiros que lhe deem maior liberdade sobre parâmetros fotográficos, incluindo balanço de branco. Para donos de iPhones, uma boa opção é o Halide, embora o software custe R$ 34,90. No Android, o Adobe Lightroom também pode ajudar a redefinir as cores para um padrão mais realista.

Fonte: Axios

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.