Há 60 anos, a cadela Laika partia em uma viagem sem volta a bordo da Sputnik II

Por Redação | 03 de Novembro de 2017 às 19h28
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Em 3 de novembro de 1957, a cadela Laika era enviada ao espaço a bordo da Sputnik II, morrendo entre cinco e sete horas depois do lançamento, muito antes do esperado pela equipe russa. A causa mortis da tripulante canina só foi revelada depois de muitos anos, em 2002, como sendo fruto do estresse causado pelo superaquecimento da cabine ao entrar em órbita.

Laika era uma cadela sem raça definida, provavelmente mistura de husky siberiano com algum tipo de terrier da região. Ela tinha três anos de idade e pesava pouco mais de seis quilos quando foi capturada para servir ao programa espacial russo. Antes disso ela vivia pelas ruas de Moscou. 

Laika: boa garota em sua caminha espacial

Uma confluência de motivos fez com que Laika fosse considerada a tripulante certa para o Sputnik II: o seu porte era adequado ao tamanho da cabine, ela não contava com a saúde frágil de cães com pedigree, tinha um temperamento dócil e calmo, além do seu pelo liso e curto ser capaz de segurar melhor os sensores necessários à operação.

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Se hoje a notícia faz marejar os olhos de muito marmanjo por conta da cadelinha perdida no espaço sideral, o lançamento significou um avanço tecnológico sem tamanho naquela época, durante a Corrida Espacial que a Guerra Fria financiou e incentivou.

O que muita gente não sabe é que Laika não foi o primeiro mamífero enviado para fora do planeta. Em 4 de junho de 1949, Albert II, um macaco, chegou a atingir 134 km de altitude antes de morrer por conta de impactos na aeronave que o carregava. Albert I, o macaco antecessor a ele, morreu durante o lançamento do foguete V-2. Outros dois macaquinhos, Albert III e IV, também foram mártires espaciais, morrendo durante lançamentos de seus foguetes devido a falhas nos pára-quedas.

Félicette, a gatinha espacial francesa

Os gateiros podem contar vantagem, entretanto. Félicette, a primeira gatinha a dar um rolê espacial, teve eletrodos implantados na pele do seu corpo que transmitiam suas condições de saúde à equipe francesa que a enviou, em 18 de outubro de 1963, à altitude de 160 km. Ela voltou à superfície da Terra em segurança.

Para lembrar a data, a Boitempo Editorial, através de seu selo Barricada, lançará no Brasil a graphic novel Laika (208 páginas, R$ 59), que abocanhou o Prêmio Eisner de 2008 na categoria Melhor Publicação para Adolescentes.

Ilustração de Nick Abadzis na graphic novel Laika

A obra, roteirizada e ilustrada pelo britânico Nick Abadzis, foi traduzida para 12 idiomas e conta a história da pequena heroína de quatro patas, misturando ficção e realidade. Abordando temas como afeto, escolhas e apego emocional, a graphic novel com certeza vai te levar às lágrimas e pode ser comprada aqui

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