Bitcoin cai mais de 10% após proibição da Libra, do Facebook, nos EUA

Por Rafael Rodrigues da Silva | 15 de Julho de 2019 às 23h00
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O fim de semana não foi das melhores para aqueles que investem em criptomoedas: depois de os Estados Unidos barrarem a emissão da LIbra (a criptomoeda do Facebook) no país, entre a última sexta-feira (12) e esta segunda (15), praticamente todas as outras criptomoedas viram seu valor despencar no período.

Por exemplo, o bitcoin caiu um total de 11,1% durante o final de semana, com destaque para o domingo, quando a moeda caiu 10,4% e chegou a ser vendida por pouco mais de US$ 9.800, chegando à sua pior cotação desde o dia 2 de julho.

O caso da criptomoeda do Facebook é uma versão do mundo real daquele meme “expectativa x realidade”: enquanto a expectativa com a criação da moeda era de que ela ajudaria a tornar as criptomoedas mais populares, na realidade o único efeito que ela teve foi fazer com que o governo dos Estados Unidos pensasse em modos de endurecer este mercado.

De acordo com a agência de notícias Reuters, o Partido Democrata dos Estados Unidos já está trabalhando em um projeto de lei que impede grandes empresas de tecnologia de atuarem como instituições financeiras, proibindo qualquer companhia que possui um faturamento anual maior do que US$ 25 bilhões de operar qualquer tipo de moeda digital.

Quem também não está muito feliz com a ideia do Facebook lançar sua própria criptomoeda é o presidente Donald Trump, que afirmou não ser fã dessas moedas digitais e defende que elas devem seguir as mesmas regras de qualquer banco, pois do jeito que estão hoje facilitam muito o uso para lavagem de dinheiro de atividades ilegais, como o tráfico de drogas.

Atualmente, o Facebook já recebeu um aviso para interromper o lançamento da Libra no país e, caso o projeto de lei do Partido Democrata seja aprovado, a empresa terá de pagar US$ 1 milhão por cada dia que tiver operado transações com a moeda no país. É preciso lembrar que, desde o escândalo da Cambridge Analytica, há um movimento cada vez mais forte no país de pressionar o Facebook e outras gigantes da tecnologia a se "fragmentarem" para diminuir o poder que elas exercem sobre a sociedade — e permitir que essas empresas passem a operar uma moeda virtual que não precisa seguir nenhuma das regras dos bancos tradicionais é algo que vai na contramão desse movimento.

Fonte: Reuters

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