Patente aponta que iPhone poderá detectar açúcar no sangue do usuário pelo suor

Por Thaís Augusto | 05 de Abril de 2019 às 15h14
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Ficha técnica

Um dispositivo capaz de detectar o nível de açúcar no seu sangue a partir do suor para alertá-lo de um problema de saúde. Esta é uma das tecnologias que está sendo avaliada pela Apple para o iPhone e o Apple Watch.

A sugestão foi encontrada em um trio de patentes publicadas pelo US Patent and Trademark Office nesta quinta-feira (4).

A detecção do nível de açúcar seria possível a partir de sensores instalados nos dispositivos da Apple. Em seguida, uma notificação seria disparada ao usuário caso o nível de glicose estivesse fora da normalidade. Uma pessoa com pouco açúcar circulando no corpo, por exemplo, pode sofrer com tonturas e até desmaios. Neste caso, o problema poderia ser resolvido com uma barra de chocolate ou refrigerante.

Já os usuários com alta taxa de açúcar no corpo podem ser diabéticos. Com a tecnologia, os que têm a doença podem tomar precauções para reduzir o nível de glicose e, em outros casos, o alerta poderia indicar que o usuário tem a doença.

A segunda patente da Apple recebe o nome "Sistemas e métodos para detecção de ambiente". Segundo a empresa, a tecnologia poderia identificar substâncias químicas no ar por meio de sensores que detectariam "um cheiro associada a uma espécie química".

Anexo do pedido de patente da Apple descreve tecnologia de detecção de substâncias químicas

Para chegar ao resultado, a ideia é utilizar a inteligência artificial para reconhecer os diferentes odores. Os usuários também receberiam um alerta caso uma substância química perigosa fosse identificada, como o monóxido de carbono, que pode matar pessoas em espaços fechados. Só nos Estados Unidos, o gás inodoro mata 430 americanos por ano, de acordo com dados do Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

Outra tecnologia permitiria que um dispositivo da Apple "cheirasse" poluentes no ar que não podem ser detectados pelo olho humano. Algumas destas partículas acabam sendo inaladas e podem causar problemas respiratórios.

A Apple diz que poderia equipar o iPhone ou o Apple Watch com um sensor compacto de material particulado capaz de detectar a luz das partículas de poeira, ignorando a luz do sol ou de lâmpadas. Em seguida, a tecnologia emitiria uma luz para descobrir os poluentes. Atualmente, os detectadores de partículas de poeira usam luz infravermelha.

De acordo com a patente, o sensor poderia ser integrado à parte traseira do celular, por exemplo. Só que esta ideia parece um pouco mais difícil de se tornar realidade, e a Apple admite que a tecnologia tem "uma série de deficiências".

As três patentes com foco na saúde do usuário foram submetidas em setembro do ano passado. É bom ressaltar que isso não significa que a Apple vai desenvolver a tecnologia – muitas das patentes são deixadas de lado antes mesmo de se tornarem realidade.

Nos últimos anos, a empresa vem se preocupando com a saúde do consumidor. E demonstrou isso ao adicionar no iPhone aplicativos para o controle do vício no celular, e também uma função de eletrocardiograma no Apple Watch que identifica doenças cardíacas.

Fonte: Phone Arena e Apple Insider

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