Intel mira em carros autônomos e na internet das coisas com nova startup

Por Redação | 01.06.2016 às 01:24

A Intel acaba de dar um passo decisivo rumo a avanços relacionados à internet das coisas e aos carros autônomos. A empresa adquiriu recentemente por valor não divulgado a startup Itseez, especializada em visão computacional – em que se incluem métodos para utilizar imagens do mundo real para prover ações automatizadas, informando as inteligências artificiais, a fim de que possam tomar decisões.

“A Intel está se transformando, de uma companhia de PC em uma que alimenta a nuvem e bilhões de aparelhos inteligentes interconectados”, disse o vice-presidente sênior do grupo responsável pela internet das coisas dentro da companhia, Doug Davis, por ocasião da feira Computex. “Esses aparelhos vão utilizar o poder da tecnologia da Intel para processar os dados gerados pelas ‘coisas’, conectando-se e aprendendo com os dados analisados na nuvem, conduzindo a novas experiências maravilhosas.”

Visão computacional e IoT

Particularmente, a aquisição mostra o comprometimento da Intel em se tornar uma das principais provedoras de tecnologias de automação. Segundo Davis, a visão computacional tem se tornado cada vez mais fundamental para aplicações relacionadas a veículos autônomos, a tecnologias médicas e a sistemas de segurança.

Itseez

O executivo afirma ainda que a Itseez será integrada ao grupo responsável pela internet das coisas, a fim de ajudar também no desenvolvimento de áreas como segurança digital e inspeção industrial. Ademais, a companhia também se torna uma contribuidora cada vez mais ativa a padrões de código aberto relacionados à visão computacional – notadamente, o OpenVX e a biblioteca de funções OpenCV.

“Juntos, nós vamos potencializar nossa contribuição a esses padrões, definindo uma ponte tecnológica que ajude a indústria a progredir mais rapidamente em direção aos produtos baseados na OpenVX”, disse o vice-presidente.

US$ 507 bilhões em ganhos de produtividade

A possibilidade de carros parcial ou completamente autônomos traz igualmente promessas de conforto, segurança e economia. De acordo com a empresa de serviços financeiros Morgan Stanley, veículos com graus variados de independência poderiam gerar ganhos de produtividade da ordem dos US$ 507 bilhões.

Mantendo os pés no chão e a cabeça na “nuvem” (com o perdão do trocadilho), entretanto, há diversos percalços entre o tráfego atual e a utopia pintada por projetistas e futurólogos. “Embora as possibilidades sejam estimulantes, a realidade requer a resolução de uma miríade de desafios tecnológicos”, disse Davis. “As soluções precisarão perpassar igualmente uma combinação de computação, conectividade, segurança, aprendizado computaional, interfaces humano-máquina e segurança funcional”, conclui o executivo.

Via Venture Beat, Forbes.