Pentágono descarta Amazon e escolhe Microsoft para serviços de cloud

Por Alberto Rocha | 05 de Setembro de 2020 às 18h00
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O ano de 2020 pode ser um marco na história da Microsoft não só por conta da pandemia de COVID-19 - que afetou os negócios de inúmeras empresas, mas sim pelos contratos fechados. A companhia de Redmond firmou acordo com o Pentágono, na última sexta-feira (4), para fornecer serviços de infraestrutura em nuvem ao Departamento de Defesa dos EUA.

O contrato, avaliado em até US$ 10 bilhões (cerca de R$ 56 bilhões) e com duração de dez anos, tem como objetivo modernizar e tornar mais seguros os sistemas de informação utilizados pelas forças armadas americanas através de tecnologias de inteligência artificial. Em nota, o Pentágono divulgou que a companhia "completou sua reavaliação das propostas para o contrato de Infraestrutura de Defesa Empresarial Conjunta (Jedi)” e “segue sendo a melhor e mais barata opção para o governo".

Azure é um dos serviços de infraestrutura em nuvem da Microsoft (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Microsoft em alta com o governo americano

Em vias de adquirir a operação americana do TikTok em parceria com o Walmart, a companhia do Windows conseguiu desbancar a Amazon na licitação para o contrato Jedi em novembro do ano passado. A gigante do comércio eletrônico, no entanto, entrou com processo judicial contra a concorrente alegando que o presidente Trump pode ter influenciado nas negociações por não nutrir boas relações com Jeff Bezos, fundador da companhia.

Após o trâmite judicial, em abril deste ano a justiça norte-americana permitiu que o Pentágono analisasse novamente as propostas, porém novamente a Microsoft saiu vencedora.

"Apreciamos que o departamento tenha confirmado, depois de uma cuidadosa reavaliação, que estamos oferecendo a tecnologia adequada pelo melhor preço", revela um porta-voz da Microsoft.

Vale ressaltar que a disputa entre as gigantes da tecnologia no mercado de infraestrutura em nuvem é acirrada e um acordo de tamanha importância pode influenciar bastante na participação de mercado de cada uma.

Fonte: Folha de S. Paulo, Suno Research  

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