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Tecnologia e qualidade de vida na era do trabalho híbrido

Por| 24 de Maio de 2022 às 10h00

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Simon Abrams/Unsplash
Simon Abrams/Unsplash

Até o início de 2020, o conceito de “trabalho remoto” ainda estava em processo de aceitação no mundo corporativo brasileiro. Muitas empresas já testavam o home office de forma mais ou menos intensa e estruturada, mas prevalecia a visão de que a produtividade dependia necessariamente da presença física das pessoas no ambiente de trabalho. A pandemia de covid-19, no entanto, alterou radicalmente esse cenário. De uma hora para outra, uma parte expressiva da força de trabalho foi obrigada a trocar escritórios e ambientes profissionais por suas próprias residências. Segundo pesquisa da consultoria de carreira Korn Ferry, 85% das companhias brasileiras adotaram o home office nos 18 meses após a detecção do primeiro caso de covid no país.

Até então, boa parte das empresas já havia iniciado seus processos de transformação digital. Essa digitalização se dava tanto nas estratégias para o negócio quanto em processos corporativos internos. Por um lado, já ficava perceptível que a digitalização não era mais apenas uma estratégia de diferenciação, mas o caminho natural a ser seguido por todos por uma questão de sobrevivência em um mercado competitivo e em rápida transformação.

Com a adoção às pressas do home office, no entanto, as empresas foram obrigadas a acelerar rapidamente esse processo. E as perguntas não demoraram a surgir. As redes aguentariam? Como prover diferentes níveis de acesso no trabalho remoto? É seguro disponibilizar acesso remoto a redes corporativas? Reuniões por videoconferência podem ser produtivas?

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Essas perguntas foram respondidas nesses dois anos de pandemia. De modo geral, não houve problemas sérios de conectividade. O termo “call” se popularizou como uma alternativa para as reuniões presenciais, e a frase “seu microfone está fechado” foi pronunciada milhões de vezes. Já as preocupações sobre segurança se mostraram acertadas. Os ataques de phishing contra corporações nesse período aumentaram em 70%, segundo o estudo “Phishing Insights, 2021”, da Sophos.

Agora, no fim do primeiro semestre de 2022, nosso convívio com a covid-19 já mudou. Com boa parte da população vacinada, as restrições foram suavizadas. Talvez algumas delas sejam retomadas pontualmente, em situações de aumento de número de casos ou com o surgimento de novas cepas do vírus. Mas esperamos não retornar aos cenários de lockdown mais restritivos.

Como equilibrar virtual e presencial no mundo híbrido?

A tendência que vemos é cada vez mais uma diminuição da proporção de funcionários em home office completo e um aumento daqueles colaborando em modelo de trabalho híbrido. E para esses profissionais, a possibilidade de sobrecarga de informação é uma realidade. Trabalhar em casa e no escritório são duas situações distintas, com fluxos de trabalho diferentes.

Tenho ouvido de clientes, parceiros e amigos que é extremamente desafiador controlar o enorme fluxo de informações que transita pelas mesas e dispositivos nessa fase de volta (parcial) ao escritório. A sobrecarga de informações não é um fenômeno novo, mas para muitos de nós, o trabalho híbrido significou mais e-mails, “calls”, reuniões e conversas em aplicativos de mensagens. Como a sabedoria popular já dizia, "é fritar o peixe enquanto se olha o gato”

Acredito que a tecnologia tem um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida dos profissionais nesse momento de trabalho híbrido. O Google, por exemplo, tem avançado na proteção contra tentativas de phishing e malware em seus recursos baseados na nuvem. O usuário agora é avisado automaticamente se um arquivo de Slides, Docs ou Sheets contiver links que levem a esses ataques.

Já em relação ao enorme volume de informações e compromissos gerados pelo trabalho alternado entre escritório e casa, o Google está investindo na tecnologia Summaries. Baseada em Inteligência Artificial, ela foi desenvolvida para criar resumos automatizados. Em linhas gerais, o recurso analisará e extrairá automaticamente os pontos principais de um documento. Imagine a utilidade desse recurso para uma pessoa que precisa se preparar para vários “calls” ou reuniões em um mesmo dia. O Summaries já está disponível para o Google Docs, e será adicionado às conversas em grupo no Google Chat.

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Summaries deverá chegar ao Google Meet no próximo ano. Mas antes disso, ainda em 2022, o serviço de comunicação por vídeo receberá um recurso de transcrição de reuniões. Extrair as informações de uma call para fazer uma ata, por exemplo, passará a ser uma tarefa muito mais simples. Além disso, o Meet terá imagem e som melhores, que serão balanceadas também por meio do uso de Inteligência Artificial. Para uma pessoa que estiver usando uma webcam ruim ou que tenha problemas de conexão, esse recurso será interessantíssimo.

Como podemos ver, a tecnologia é e será uma grande aliada para melhorar nossa qualidade de vida. Com ela, é possível lidar mais saudavelmente com a grande quantidade de informações e compromissos corporativos resultantes dos diversos modelos híbridos de trabalho.