Warner reavalia estreia híbrida e considera lançar Duna primeiro nos cinemas

Por Claudio Yuge | 23 de Dezembro de 2020 às 18h00
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Os lançamentos dos blockbusters de 2021 ainda são uma grande incógnita em Hollywood, devido, claro, ao cenário indefinido sobre o possível controle da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) nos próximos meses. Embora alguns longas deste ano tenham pulado a tradicional distribuição ou chegado simultaneamente no streaming, nas chamadas estreias híbridas, o setor foi pego de surpresa quando a Warner Bros anunciou que pretende debutar todos os seus filmes do ano que vem no HBO Max. Agora, contudo, a companhia estaria reavaliando essa estratégia com um de seus próximos títulos-chave.

Só para recapitular, a Warner fechou um esquema especial para a estreia híbrida de Mulher-Maravilha 1984, cedendo mais receita de bilheteria para as redes de cinema e pagando uma compensação milionária para os profissionais que tinham salários atrelados à arrecadação de tíquetes — a exemplo da diretora Patty Jenkins e da atriz Gal Gadot, que, segundo fontes dos bastidores, embolsaram US$ 10 milhões cada. Todas as partes aceitaram esse modelo de negócios, visto que a solução, para o momento em que vivemos, até encaixa-se de uma forma razoável.

Imagem: Reprodução/Warner Bros

Mas, no início deste mês, a Warner disse que lançaria tudo de forma híbrida em 2021. Como a companhia não acertou nada com os profissionais e produtoras que cofinanciam os projetos, obviamente que muita gente ficou insatisfeita com isso. Alguns cineastas, a exemplo de Christopher Nolan, foram mais “vocais” nas críticas. E os estúdios, principalmente a Legendary Pictures, que bancou grande parte dos custos de dois dos longas mais esperados do ano que vem, Godzilla vs Kong e Duna, anunciou que deve abrir um processo judicial contra a Warner.

Warner quer evitar processo da Legendary

A Legendary teria financiado 75% do orçamento de US$ 165 milhões de Duna, e a maior fatia para cobrir esses custos vem da receita de bilheteria mundial. De acordo com fontes quentes do Deadline, esse caso tem sido discutido com mais cuidado, especialmente porque a data de estreia está marcada para 1º de outubro de 2021.

Como esse lançamento agora cabe na janela prevista por especialista em saúde para a imunização mais ampla com as vacinas que já estão chegando à população, ficaria mais difícil para a Warner usar a doença como pretexto para estreia híbrida — grande parte dos críticos acusa a companhia de se aproveitar do cenário para impulsionar seu serviço de streaming com a distribuição simultânea.

Imagem: Reprodução/Warner Bros

A nova versão de Duna tem grande importância no roadmap dos próximos anos da Warner, porque deve liderar sequências e ser a referência da franquia para derivados já em desenvolvimento para o HBO Max, a exemplo do projeto intitulado Dune: The Sisterhood. Vale destacar que o próprio diretor Denis Villeneuve está entre os que já criticaram abertamente a estratégia da Warner, chamando o HBO Max de “fracasso”. Ele chegou a dizer que “a Warner Bros pode ter acabado com a franquia Duna".

Isso deve amenizar um pouco a situação com Duna, mas a bronca deve continuar caso a Warner não discuta também com os estúdios e profissionais as outras estreias — e a discussão promete aumentar nos próximos meses se a imunização da população for agilizada e as salas de exibição passarem a receber o público, de forma ampla, antes do previsto.

Fonte: Deadline

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