Lançamento rápido em streaming não atrapalha bilheteria de cinema, diz estudo

Lançamento rápido em streaming não atrapalha bilheteria de cinema, diz estudo

Por Felipe Demartini | 29 de Janeiro de 2021 às 11h14
Warner

Uma pesquisa realizada na Coreia do Sul revelou que uma janela de lançamento mais curta entre a chegada de um filme aos cinemas e, depois, ao streaming não atrapalha as bilheterias e ainda aumenta o faturamento total dos estúdios. O estudo foi feito a pedido das próprias distribuidoras, com o intuito de medir o impacto da pirataria caso os longas estivessem disponíveis online de forma simultânea a muitas salas.

A pesquisa considerou um intervalo de quatro semanas entre a estreia nos cinemas e o lançamento no streaming, em um formato que é conhecido como “Super Premium” na Coreia do Sul e vem sendo testado pelas distribuidoras por lá. Além disso, a escolha do país considera o fato de que este é o quarto maior mercado de cinema do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Japão, o que permitiria uma observação maior de eventuais distorções ou mudanças nos números.

Entretanto, isso quase não aconteceu no caso das bilheterias. De acordo com a Universidade Carnegie Mellon, houve uma redução de 1% nas vendas de ingressos para os filmes lançados no streaming um mês depois da estreia nos cinemas, enquanto o aumento causado pela chegada mais veloz à internet foi estatisticamente insignificante, uma vez que, em janelas maiores, com dois ou três meses após a estreia, a redução sentida era de 0,8%.

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Uma disponibilização online cerca de um mês após a estreia significa que um longa pode chegar aos serviços enquanto ainda está em muitos cinemas, mas, no total combinado, há um aumento de aproximadamente 12% no faturamento dos estúdios com essa estratégia. A pesquisa considera que, sim, a disponibilização no streaming gera um fluxo maior de cópias piratas de qualidade, mas não enxerga evidências de que isso influenciaria de forma mais negativa nas receitas de cinema.

A pesquisa considera, de forma preliminar, que não há mudança no movimento de público — ou seja, quem iria ao cinema assistir a um longa, segue indo, enquanto aqueles que aguardam pela estreia no streaming só teriam de esperar menos. Da mesma forma, os adeptos da pirataria continuariam baixando as produções e não gerando receita, apenas tendo de aguardar menos tempo para fazer isso, sem que um lançamento antecipado gere efeitos nesse sentido.

Por outro lado, a ideia dos pesquisadores da Carnegie Mellon é que, em resumo, uma janela menor de lançamento entre cinema e streaming é benéfica tanto para estúdios quanto para o público. O estudo considera que produções mais aguardadas, como grandes blockbusters de super-heróis, podem gerar movimentos maiores em bilheteria, streaming e, claro, pirataria, mas, no geral, a conclusão é que o aumento maior se dá no faturamento, e não nos downloads ilegais.

O estudo foi realizado antes da pandemia do novo coronavírus, claro, e ainda não foi avaliado por pares. A pesquisa é parte de um instituto voltado a análises relacionadas à mídia e entretenimento digital da universidade de Carnegie Mellon, nos Estados Unidos.

Fonte: TorrentFreak

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