Surpreendente! Cientistas traduzem vibrações de teias de aranha em música; ouça

Surpreendente! Cientistas traduzem vibrações de teias de aranha em música; ouça

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 22 de Março de 2022 às 12h30
twenty20photos/envato

Já sabemos que o som das químicas de defesa de insetos pode ser assustador, mas os cientistas mostraram que a natureza também pode nos surpreender com um som cativante onde menos se espera: nas teias de aranha, por exemplo. Acontece que as aranhas sentem o mundo através de vibrações, que por sua vez têm frequências diferentes. Assim, cada fio de uma teia produz uma vibração específica.

Uma pesquisa publicada na revista científica The Royal Society Publishing se concentrou justamente em estudar a estrutura de uma teia e suas vibrações, mas a equipe do MIT (Massachusetts Institute of Technology), que conduziu a análise, não se contentou apenas em entender essas vibrações, e decidiu transformar tudo em música.

Cientistas e músicos se juntaram então para criar uma performance imersiva chamada Spider's Canvas, utilizando técnicas como varredura a laser e processamento de imagem. Para gerar a sonificação de teias de aranha, a equipe aplicou diferentes frequências de som a comprimentos específicos de fibras da teia.

Os pesquisadores pensaram em conceitos acústicos a partir de ondas senoidais (curvas matemáticas que descrevem uma oscilação repetitiva suave), a forma mais simples de síntese de som. Na prática, o grupo combinou diferentes ondas senoidais para criar sons mais complexos, refletindo a estrutura em camadas da música.

Posteriormente, o grupo investiu ainda mais no projeto e montou uma experiência com realidade virtual em que a pessoa pode não apenas ouvir a vibração dessas teias, mas interagir diretamente. "O ambiente de realidade virtual é intrigante, porque os ouvidos captam características estruturais que a pessoa vê, mas não reconhece imediatamente. Ao ouvir e ver ao mesmo tempo, é possível realmente começar a entender o ambiente em que a aranha vive", afirma o engenheiro Markus Buehler, do MIT.

Fonte: The Royal SocietyMIT News, Science Alert

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