Sistema com inteligência artificial ajuda advogados na hora de pesquisar a lei

Por Redação | 18 de Maio de 2016 às 11h59
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A tecnologia da informação trouxe muitos benefícios para uma série de áreas de atuação profissional, como a medicina e a advocacia. Neste último caso, informações digitalizadas sobre casos antigos podem ajudar na montagem de uma peça de defesa ou de acusação, por exemplo, sendo um diferencial na hora de apresentar a tese diante do juri e do juiz. Para além disso, ter um sistema inteligente que é capaz de fazer isso e ir aprendendo durante o processo pode ser ainda melhor.

É justamente essa a proposta do ROSS, um sistema que usa inteligência artificial não apenas para encontrar casos antigos já julgados pela Justiça, mas também para dar algumas dicas a seus colegas a respeito da melhor maneira de aplicar tais decisões em casos atuais. O software é uma espécie de “advogado virtual” que usa a tecnologia IBM Watson para compilar e avaliar um enorme volume de dados, aprendendo com o tempo a melhor maneira de aplicar toda essa informação.

“As decisões de um juiz são escritas em linguagem cotidiana, não em colunas e linhas, que é a forma que os computadores atuais interpretam melhor”, comenta o presidente e cofundador da ROSS Intelligence, Andrew Arruda, em entrevista ao Tech Insider. O sistema começará a ser colocado em prática em breve, pois ele acaba de ser “contratado” pela firma de advocacia Baker & Hostetler, especialista em casos de falências bancárias. E a ideia de um advogado eletrônico com inteligência artificial parece ter agradado o setor nos EUA, pois diversas outras empresas do ramo já solicitaram licenças para utilizar o ROSS.

Tecnologia a serviço da Justiça

A grande intenção de Arruda ao desenvolver esse sistema foi permitir que os advogados escalonem melhor as suas tarefas e habilidades, deixando algumas funções mais mecânicas justamente para o robô. Além disso, ele sempre sonhou com um mundo no qual as empresas de advocacia pudessem usar da inteligência artificial para ampliar a Justiça, especialmente em um contexto em que 80% da população que precisa de advogado não pode pagar por um, como é o caso dos Estados Unidos. Em suma, usando “advogados” com inteligência artificial, as companhias poderiam reduzir seus custos e, consequentemente, os seus honorários.

“Com o ROSS, os advogados podem manter o foco em serem criativos e em advogarem para os seus clientes em vez de gastar horas mergulhando em centenas de links, lendo centenas de páginas de casos a procura de passagens da lei que eles precisam para realizar o trabalho”, conclui Arruda.

Fonte: Tech Insider

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