Fóssil inédito revela dinossauro carnívoro que viveu no interior de SP

Fóssil inédito revela dinossauro carnívoro que viveu no interior de SP

Por Natalie Rosa | Editado por Luciana Zaramela | 29 de Setembro de 2021 às 09h23
Júlia D'Oliveira/Museu de Paleontologia de Monte Alto

Paleontólogos apresentaram a descoberta de um novo fóssil de dinossauro, que teria vivido há cerca de 70 milhões de anos, na zona rural da cidade de Monte Alto, no interior de São Paulo. Batizado de Kurupi itaata, a criatura é da família dos abelissaurídeos e o primeiro carnívoro encontrada na cidade, que já é cenário de diversas outras descobertas de fósseis e que também conta com um museu de paleontologia. 

Fabiano Vidou Iori, um dos paleontólogos responsáveis pelo estudo do fóssil, revela que o material foi encontrado em 2002 durante um processo de escavação que acabou somente em 2014. O especialista conta que encontraram, inicialmente, apenas os ossos da bacia, mas que novas escavações revelaram também algumas vértebras. 

Imagem: Reprodução/Iori et al.

Com isso, eles descobriram se tratar de um dinossauro carnívoro inédito, parente distante do Tiranossauro Rex e o quarto da família dos abelissaurídeos encontrados no Brasil. Além disso, é o segundo encontrado na bacia Bauru, que hoje abrange Minas Gerais, Paraná e São Paulo. O material foi encontrado em uma rocha que existe há mais de 70 milhões de anos, e o dinossauro pode ter sido um dos últimos a viver pela região antes da extinção, que aconteceu no fim do período Cretáceo.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

O Kurupi itaata teria braços pequenos, assim como outros abelissauros, além de contar com pequenas projeções no formato triangular nas estruturas laterais que conectam as vértebras. Os pesquisadores acreditam que os ossos do dinossauro teriam ficado expostos por um tempo antes de passarem pelo processo de fossilização, pois foram encontradas rachaduras que indicam exposição prolongada às tempestades. 

Você pode conferir o estudo neste link.

 

Fonte: g1, Folha de São Paulo  

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.