Qual carro corre mais risco de incêndio: elétrico ou a combustão?

Qual carro corre mais risco de incêndio: elétrico ou a combustão?

Por Paulo Amaral | Editado por Jones Oliveira | 14 de Janeiro de 2022 às 19h00
Riley Edwards/Unsplash/CC

Uma das maiores discussões a respeito dos carros elétricos é em relação ao risco de incêndio ser superior ao dos veículos tradicionais, a combustão. No que depender de um estudo publicado pela Autoinsurance EZ, no entanto, esta lenda está desmentida: os veículos elétricos têm chances reduzidas de pegarem fogo em comparação com os convencionais.

A consultoria, especializada em segurança de automóveis, coletou dados junto a dois dos principais órgãos do setor, National Transportation Safety Board (NTSB), Bureau of Transportation Statistics (BTS), além de informações oficiais a respeito de recall de veículos, diretamente do site do governo Recalls.gov.

A constatação após mergulhar em um mundo de números e dados foi objetiva: carros totalmente elétricos têm 100 vezes menos probabilidade de pegar fogo do que os tradicionais, a combustão. Isso significa que, dentro do conjunoto de 1,4 milhão de incêndios registrados nos EUA em 2020, 15% foram em carros, mas apenas 0,02% no universo de elétricos.

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Fogo em carro elétrico é mais difícil de apagar

Apesar de a parcela de incêndios em carros elétricos ser infinitamente inferior do que a registrada em veículos a combustão, há um porém: quando ocorre de um carro elétrico pegar fogo, ele é muito mais demorado para ser controlado por culpa das baterias de lítio.

Apagar incêndio em carros elétricos é mais complicado e demorado (Jade Naidoo/Unsplash/CC)

“Automóveis elétricos pegam fogo com menos frequência do que carros movidos a gasolina, mas a duração e a intensidade dos incêndios podem torná-los consideravelmente mais difíceis de apagar devido ao uso de baterias de íons de lítio. As baterias de íons de lítio são notoriamente difíceis de manter frias. Mesmo depois de parecerem desligadas por 24 horas, as baterias podem gerar calor suficiente para reacender”, explicou Axel Hernborg, CEO da Tripplo.

De acordo com o especialista, o ideal é manter o carro elétrico que pegou fogo em um perído de "observação", mesmo após o incêndio ser controlado. Segundo Hernborg, “pode levar até um dia inteiro para essas baterias esfriarem, então os carros elétricos precisam ser vigiados por um longo tempo para garantir que não peguem fogo novamente”.

Híbridos: atenção redobrada

Os veículos híbridos, que contam com motores a combustão e elétricos combinados, são um capítulo extra nas estatísticas relacionadas a incêndios em carros. Na verdade, eles lideram o quadro quando o recorte feito é em cima da proporção de incêndios a cada 100 mil veículos.

Carros híbridos têm, proporcionalmente, mais incêndios a cada 100 mil veículos (Imagem: Riley Edwards/Unsplash/CC)

Segundo a Autoinsurance EZ, foram registrados 3.474 incêndios a cada 100 mil carros híbridos, totalizando 16,05 mil no ano. Os números totais dos carros a combustão foram de 1.529 a cada 100 mil, mas o total foi bem maior: 199.533. Em último, e bem distante, ficaram os 100% elétricos, com 25,1 casos a cada 100 mil, com um total de 52.

O conselho de um especialista consultado pela consultoria foi simples e direto, independentemente do tipo de carro que estiver pegando fogo: elétrico, a combustão ou híbrido. “Desligue a ignição, afaste-se do carro imediatamente para ficar longe das chamas e da fumaça com segurança”.

Com informações: Recalls.gov, Autoinsurance EZ, National Transportation Safety Board, Bureau of Transportation Statistics, National Fire Protection Association

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