O fim dos carros esportivos como conhecemos está próximo; entenda

O fim dos carros esportivos como conhecemos está próximo; entenda

Por Felipe Ribeiro | Editado por Jones Oliveira | 08 de Julho de 2021 às 17h00
Wikimedia Commons

Depois que a Ferrari se rendeu à motorização híbrida em sua SF90 Stradale, o mundo se deu conta de que os carros esportivos não passariam "ilesos" à eletrificação, algo que acontecerá com toda a indústria automotiva nos próximos anos. Um estudo mostra que, em breve, essa tendência deve se expandir cada vez mais e se tornar uma norma para um dos segmentos mais puristas do mercado.

Segundo análise da consultoria McKinsey & Company, em 2025, cerca de 60% dos carros esportivos serão, de alguma maneira, eletrificados. Ou seja: eles terão propulsores 100% elétricos ou híbridos leves e plug-in. O anúncio foi feito pelo CEO da companhia, Gianluca Camplone, em um evento chamado Motor Valley Fest 2021, que contou com a presença de executivos da própria Ferrari, Lamborghini, Dallara, Maserati, entre outras.

Segundo o levantamento, apenas 15% dos esportivos que custam mais de 1 milhão de euros são elétricos, mas esse número subirá para 30% em quatro anos. Já os híbridos plug-in, como a Ferrari SD90 Stradale, passarão dos atuais 20% para 30%. O restante, formado pelos modelos com motores a gasolina tradicionais, terá seu espaço reduzido de 65% para 40%. 

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(Imagem: Divulgação/Ferrari)

"Acreditamos que a eletricidade tem uma ideia forte de desempenho, inovação e sustentabilidade. E acreditamos que também existe um cliente pronto. A Maserati aproveitou o vento da mudança e o está usando para impulsionar o plano Folgore. O futuro já está aqui, principalmente com o Ghibli e o Levante, e em breve apresentaremos o Granturismo totalmente elétrico. Queríamos que fosse elétrico porque é um carro icônico para nós. O Granturismo é o primeiro elétrico, mas depois nos próximos 3-4 anos todos os modelos serão eletrificados, porque é isso que o cliente nos pede", disse Francesco Tonon, diretor de planejamento global da Maserati.

Além das novas regulamentações na Europa e no resto do mundo, um dos motivos para essas mudanças no padrão de motorização dos hipercarros esportivos é o aumento do poder aquisitivo global. De acordo com o estudo apresentado por Camplone, há um aumento no número de pessoas ricas no mundo (consideradas aquelas que têm mais de US$ 30 milhões em patrimônio). Este número quadruplicou de 2000 até 2020, passando de 63 mil para 238 mil pessoas. Até 2025, acredita-se que chegará a 330 mil indivíduos.

Desempenho não é problema

Como já mostramos em algumas análises aqui no Canaltech, os carros híbridos e elétricos estão longe de serem chatos. Um exemplo recente em nossos reviews foi com o Volvo S60, que é capaz de ir de 0 a 100 km/h em apenas 4,4 segundos, tudo graças ao seu powertrain híbrido de 407cv.

Mas tomemos como exemplo a já citada Ferrari SF90 Stradale. O esportivo híbrido plug-in da marca italiana traz uma motorização híbrida que soma um V8 4.0 a um propulsor elétrico que, totalizando 999cv e 81,6 kgf/m de torque, o suficiente para levar essa máquina de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos.

Se a indústria automotiva conseguir aliar a performance ao cuidado com o meio ambiente, tudo será muito bem-vindo. 

Fonte: Motor1

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