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Mercedes-AMG Project One: o carro de F1 para as ruas

Por| Editado por Jones Oliveira | 24 de Janeiro de 2024 às 09h00

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Divulgação/Mercedes
Divulgação/Mercedes

Apresentado ao mundo em 2017, ainda sob forma de conceito, o Mercedes-AMG Project One é um hipercarro que entrega ao motorista “comum” a verdadeira experiência de dirigir um carro de Fórmula 1 nas ruas. Ou algo bem parecido com isso.

Afinal, o AMG-One tem a capacidade de acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 3 segundos e de atingir a velocidade máxima de 352 km/h. Tudo isso graças à potência superior a 1.000 cavalos, fruto de um propulsor similar ao que equipa o bólido que coleciona vitórias e títulos mundiais nas pistas da F1.

Não à toa, o carro da F1 projetado para as ruas atraiu a atenção de pilotos e ex-pilotos da principal categoria do automobilismo mundial. Nico Rosberg, Valtteri Bottas, David Coulthard e até o supercampeão Lewis Hamilton estão entre os proprietários do superesportivo, que virou capa de um dos games de corrida mais badalados do mundo, e terá fabricada uma série limitada a 275 unidades.

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Como é o Mercedes-Benz AMG One?

O Mercedes-Benz Project One, ou AMG-One, tem no conjunto mecânico seu principal destaque. Ele é formado por um motor 1.6 turbo V6, de 574 cv, e outros quatro propulsores elétricos, que entregam, juntos, por meio da tecnologia MGU-K, 1.063 cv de potência nas mãos do piloto.

Segundo a Mercedes, além de chegar do zero absoluto aos 100 km/h em 2,9 segundos, o AMG-One alcança os 200 km/h em 7 segundos e quebra a barreira dos 300 km/h em 15,6 segundos, desde que, claro, as ruas ofereçam condições para isso.

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A potência e a velocidade absurdas, porém, não são as únicas características que fazem do Mercedes-AMG Project One um carro de F1 para as ruas. A tecnologia implementada para tornar o conjunto mecânico tão poderoso e eficaz também é igual à usada na Fórmula 1.

"Valeu a espera", resumiu Valtteri Bottas, em sua conta no Instagram, tão logo colocou as mãos em sua unidade do superesportivo, após uma longa espera, em julho de 2023.

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Disposição dos motores é diferente

A disposição dos motores faz com que dois dos elétricos fiquem responsáveis por tracionar as rodas dianteiras. Um terceiro tem a missão de acionar o turbocompressor e zerar o turbo lag (atraso na aceleração), enquanto o último é ligado ao motor a combustão, e tem faixa de rotação limitada a 11.000 giros para maior durabilidade.

O propulsor a combustão, por sua vez, utiliza dois sistemas de injeção — direta e indireta. A ideia da Mercedes com isso é a de tornar o AMG-One o mais eficiente possível em cada uma das faixas. Os motores trabalham em companhia de um câmbio manual, mas com operação automatizada, de 7 velocidades.

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O Project One oferece ao piloto 6 modos de condução distintas:

  • Race Safe: é o modo mais comportado do carro e privilegia a eletrificação, acionando o motor a combustão apenas quando uma potência maior é necessária;
  • Race: modo de condução híbrido, mas que utiliza o motor a combustão para carregar as baterias de forma ininterrupta;
  • EV: modo 100% elétrico, mas de alcance bem limitado;
  • Individual: modo configurável de acordo com a preferência do piloto;
  • Race Plus: torna o chassi mais rígido e mais baixo, graças ao sistema de aerodinâmica ativa, e é exclusivo para uso em pistas;
  • Strat 2: modo também indicado apenas para pistas, libera a potência total de todos os motores.

Segundo a Mercedes, apesar da potência absurda, o Project One é bastante eficiente, com consumo médio de 11,8 km/l. O número só não é melhor porque o carro de F1 feito para as ruas conta com um sistema de baterias de pouca capacidade (apenas 8,4 kWh), e tem autonomia exclusivamente elétrica de pouco mais de 15 quilômetros.

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Quanto custa o Mercedes-AMG Projetc One?

O Mercedes-AMG Project One, ou Mercedes-AMG One, já teve todas as suas 275 unidades vendidas. Hamilton, Bottas e demais afortunados que garantiram um dos poucos exemplares do superesportivo tiveram que gastar uma “bala” para contar com o carro da F1 feito para as ruas.

Durante a pré-venda, o preço inicial do exclusivo modelo foi de 2,3 milhões de euros (aproximadamente R$ 12,4 milhões), mas o valor subiu e chegou a 2,7 milhões de euros (R$ 14,5 milhões, na conversão direta). Não à toa, o carro da F1 feito para as ruas ocupa, até hoje, um lugar na lista dos 10 mais caros do mundo.