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Governador de MG diz que carros elétricos podem aumentar desemprego

Por| Editado por Jones Oliveira | 20 de Outubro de 2023 às 19h50

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Freepik/CC
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Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, não é favorável à transição da frota de carros a combustão no Brasil para os elétricos. O político expressou sua preocupação com um ponto que não tem qualquer relação com eficiência energética ou redução da emissão de gases poluentes.

Em entrevista coletiva durante a abertura do encontro do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), Zema alegou que a substituição da frota de carros a combustão por veículos elétricos fará com que o desemprego no Brasil aumente. E explicou:

“Temos que lembrar que o carro elétrico é uma ameaça aos nossos empregos aqui. A transição para o carro elétrico envolve a importação de bateria que pouquíssimos países produzem. Envolve destruir milhões de empregos de uma cadeia produtiva que não vai ter mais sentido. Peças de motor a combustão, escapamentos, uma série de itens que não são utilizados no carro elétrico”, argumentou.
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Governador de MG apoia o etanol

As críticas ao aumento da produção de carros elétricos no Brasil vieram acompanhadas de uma proposta que, para Romeu Zema, pode ser a solução para a descarbonização da frota no país: a adoção do etanol.

Assim como já fizeram algumas montadoras, o governador de Minas argumentou que a energia utilizada para mover os carros elétricos, eventualmente, vem de “fontes sujas”. Para Zema, o etanol, que também é um combustível renovável, é o caminho a ser seguido.

Nesse ponto específico, o mineiro ganhou apoio de outro político, Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo. Segundo Freitas, quando a crise do petróleo estourou, foi a cana de açúcar que “deu a resposta”. Para o chefe do estado paulista, “quando olhamos uma planta de cana, olhamos uma bateria”.