Quem criou o WhatsApp? A trajetória de Jan Koum

Quem criou o WhatsApp? A trajetória de Jan Koum

Por Rodrigo Folter | Editado por Bruno Salutes | 07 de Fevereiro de 2022 às 15h35
Dima Solomin/Unsplash

Quem criou o WhatsApp? Confira a trajetória de Jan Koum, responsável por dar vida ao aplicativo de mensagens instantâneas que mudou totalmente a forma que pessoas de todo o mundo se comunicam e se conectam.

Nascido em Kiev, capital da Ucrânia, em 1979, ele percorreu um longo caminho desde as origens humildes até a ascensão através do aplicativo, cujo principal pilar é a privacidade e já passou a marca do bilhão de usuários.

A grande ideia

A pavimentação do caminho para a criação do WhatsApp iniciou-se quando sua família mudou-se para a Califórnia no início dos anos 1990 onde ele passou a estudar sobre computadores comprando manuais de uma loja local e retornando os textos após serem lidos.

Em 1997 começou a trabalhar na Ernst and Young como testador de segurança onde conheceu Brian Acton, confundador do WhatsApp. Pouco depois, foi contratado pelo Yahoo onde, segundo palestra na Universidade Stanford, adquiriu conhecimento que o ajudou futuramente.

Apesar de parecer um prodígio ele confessou ser problemático na escola e quase não se formou no colégio. Mas conseguiu o diploma e se matriculou na universidade de San Jose. Em 1997, começou a trabalhar na Ernst and Young como testador de segurança e pouco depois conheceu seu sócio Brian Acton. O amigo levou Koum para o Yahoo e lá ele ficou por nove anos, chegando a gerência de engenharia de infraestrutura.

Em 2007 ambos saíram da empresa e viajaram por cerca de um ano pela América do Sul e após isso, voltaram ao Vale do Silício e tentaram uma vaga no Facebook, mas, ironicamente foram rejeitados.

Observando o crescimento da indústria de apps, Koum criou o app que revelava o status das pessoas e o batizou, saiba o que significa WhatsApp aqui. Com a adição de notificações por parte da Apple, o aplicativo passou a crescer em popularidade e ganhou a forma que conhecemos hoje, um app de mensagens.

Conversa aberta do WhatsApp (Imagem: Unsplash/Christian Wiediger)

O primeiro escritório do WhatsApp foi dentro de um armazém em que eles dividiam com o Evernote. Inspirados pela filosofia do Yahoo, não queriam incluir anúncios na plataforma e eram obcecados pela privacidade dos usuários. “Nós queríamos saber o mínimo possível sobre nossos usuários. Nós não éramos direcionados pela propaganda, então não precisávamos de dados pessoais”, disse em entrevista à Wired.

Rapidamente o app começou a crescer organicamente sem qualquer campanha de marketing ou divulgação, especialmente em países menos desenvolvidos que dependiam muito de SMS. Em 2012, Mark Zuckerberg chamou Koum para um café e, a partir daí, passaram a se encontrar em eventos.

A venda para o Facebook

Em fevereiro de 2014, Mark Zuckerberg fez a proposta para compra do aplicativo durante um jantar em sua casas e convidou Jan Koum a fazer parte do conselho administrativo. Dez dias depois, foi anunciado que o WhatsApp havia sido comprado pelo Facebook pelo valor de 19 bilhões de dólares.

Koum se uniu ao conselho do Facebook e concordou com o salário inicial de US$ 1 junto das ações que valiam milhões. Ele continuaria a tocar o WhatsApp em um escritório próprio. Junto do co-fundador Brian Acton, Koum comemorou a venda do app e seu aniversário de 38 anos no Mobile World Congress, em Barcelona, na Espanha, com muito champagne e festa.

Ícones do Facebook e WhatsApp lado a lado (Imagem: 9to5Mac)

Meses após a venda, o empreendedor iniciou seus projetos filantrópicos e doou US$ 556 milhões à Fundação Silicon Valley Community e outro US$ 1 milhão para o sistema operacional open-source FreeBSD. Segundo ele, foi o sistema que o tirou da pobreza já que ele só conseguiu o emprego no Yahoo porque usava a plataforma.

Dia a dia

Apesar de uma poupança bastante recheada de dólares, Koum não exagera nos gastos e é bastante reservado. Ele garante que a venda do WhatsApp só mudou 10% de sua vida. Ele ainda mora na mesma casa e tem os mesmos amigos. Um dos únicos excessos cometidos com a fortuna são os Porsches. “Para mim, o Porsche sempre representou o auge do sucesso. O desejo de ter um carro como este serviu como um grande incentivador para que eu trabalhasse cada vez mais”, comentou em entrevista de 2016.

O WhatsApp passou de 450 milhões de usuários antes do Facebook para 1,2 bilhão de pessoas ativas mensalmente. Ainda que os números sejam exorbitantes, o objetivo de Koum continua sendo crescer a base de usuários do app e aprimorar a plataforma. “Eu não paro de pensar um segundo em como posso tornar este produto cada vez melhor”, finalizou.

Se quiser saber mais sobre WhatsApp, relembre a negociação com o Facebook e os motivos pelos quais Zuckerberg quis comprar o app de mensagens.

Com informações da Business Insider.

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