Apenas 7% das empresas descartam totalmente a adoção do home office

Apenas 7% das empresas descartam totalmente a adoção do home office

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 17 de Agosto de 2021 às 15h00
Pixabay

A adoção do home office foi praticamente compulsória para empresas de todo o mundo com o avanço da pandemia de COVID-19. Isso mostrou que o conceito de trabalho remoto funciona e pode ser adotado sem medo de prejuízos à produtividade.

Uma pesquisa da Grant Thornton em 32 países, com recorte especial para o Brasil, aponta que o formato pode se tornar permanente em muitas companhias. Para 32% dos 253 executivos brasileiros entrevistados, a decisão já está tomada. Outros 45% dizem que a possibilidade está em avaliação. Já 15% não pretendem tornar o trabalho remoto permanente, mas não descartam a opção. Os restantes 7% o rejeitam totalmente.

Em relação à saúde mental dos colaboradores, 64% dos empresários brasileiros já ofereciam assistência antes da pandemia e 22% começaram a concedê-la nesse período. Outros 13% ainda não proveem a opção, mas pretendem passar a fazê-lo. Os demais 2% responderam somente que não.

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Ronaldo Loyola, sócio da área de Capital Humano da Grant Thornton Brasil, diz que as mudanças na forma como as empresas se relacionam com os colaboradores foram marcantes em 2020, em razão da pandemia. “A alta adesão ao home office pelas empresas no Brasil é um ótimo exemplo de um cenário que seria pouco provável na evolução natural dos negócios, que vivíamos até o início de 2020”, aponta.

Imagem: Reprodução/Freepik/Racool_studio

Para ele, a crise sanitária ajudou a acelerar a atenção e os cuidados com a saúde dos funcionários. “Enquanto pessoas em todo o mundo foram obrigadas a cumprir isolamento social para preservar a saúde, outras tiveram de manter sua rotina normal de trabalho e sair de casa todos os dias. Essa situação de estresse chamou a atenção das empresas, que passaram a ter um olhar mais atento para a saúde geral dos colaboradores”, diz Loyola.

Comparações globais

Segundo a pesquisa, 74% dos participantes brasileiros consideram investir mais nas habilidades dos trabalhadores. O índice é muito superior à média global, de 56%. Em relação ao aumento de salário, a expectativa no Brasil é de 79%, próxima à média global, de 80%. Quando se trata do aumento real de salários, entretanto, a aposta do Brasil é de 11% enquanto a média global é de 26%.

Para Loyola, esse é um dos efeitos da pandemia na economia. “Há um grau elevado de otimismo dos empresários, mas faltam mão de obra qualificada e salários adequados para determinadas funções. Por outro lado, a alta taxa de desemprego e a lenta retomada do crescimento econômico não dão mostras de recuperação da remuneração dos brasileiros no curto prazo”, completa.

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