Ciberataques crescem 50% durante a migração para home office na pandemia

Ciberataques crescem 50% durante a migração para home office na pandemia

Por Felipe Demartini | Editado por Patrícia Gnipper | 18 de Março de 2021 às 21h20
Divulgação/Check Point

Nenhuma transformação é fácil. E quando precisa ser feita de forma rápida, por uma questão sanitária, as coisas ficam ainda mais complicadas. Um panorama publicado pela empresa de segurança Check Point Software Technologies sobre o primeiro ano de pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) mostra o impacto das mudanças no ambiente digital. O resultado geral é que, na medida em que aumentam os perigos, também seguem presentes as dificuldades na implementação de sistemas de home office e computação na nuvem.

De acordo com os dados da companhia, a separação de funcionários, cada um em seu próprio dispositivo e rede, fez com que os ataques sofisticados tivessem um aumento de 50% no segundo semestre de 2020, em relação ao ano anterior. Os golpes, visando em sua maioria o roubo de credenciais e a instalação de ransomwares, não só se aproveitam do estado defasado das soluções remotas, mas também dos temas correntes. Aumentou em 300%, por exemplo, o registro de domínios relacionados às vacinas contra a COVID-19, sendo que 29% são suspeitos.

Outros dados mostram aumento da superfície de ataque. Segundo o levantamento da Check Point, 46% das empresas viram pelo menos um de seus colaboradores baixando aplicativos maliciosos e colocando em risco credenciais, redes e dados corporativos; a cada 10 segundos, uma corporação é alvo de uma tentativa de ataque por ransomware ao redor do mundo.

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Transformação digital aumentou, mas funcionários estão insatisfeitos

Segundo os dados, a virtualização acelerou, em 2020, o equivalente a cinco anos, mas esse movimento não facilitou a vida dos profissionais — pelo contrário. A empresa de segurança afirma que 80% das companhias em todo o mundo utilizaram no ano passado ferramentas de nuvem que não funcionavam ou tinham limitações; enquanto 68% dos colaboradores admitiram não estarem satisfeitos com a implementação de tais sistemas.

Ao mesmo tempo, enquanto a pandemia prossegue como uma ameaça, o movimento de migração para home office também continua. De acordo com o levantamento, 74% dos executivos planejam aumentar o número de trabalhadores remotos em 2021. O relatório mostra que 75% desses profissionais demonstram preocupações quanto aos programas de transformação digital e implementação do teletrabalho atualmente em andamento.

“As prioridades mudaram e os problemas relacionados à cibersegurança ganharam destaque nesta adaptação às novas condições de trabalho”, comenta Claudio Bannwart, country manager da Check Point no Brasil. Na visão dele, o uso de soluções de segurança é essencial para garantir a integridade de um ambiente tão pulverizado, com o especialista indicando ferramentas de proteção de dispositivos e acesso remoto como as principais necessidades atuais.

Fonte: Check Point Software Technologies

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