Apple bate novo recorde na Nasdaq

Por Stephanie Kohn | 19 de Agosto de 2020 às 15h52
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Ficha técnica

A Apple e seus investidores têm muito o que comemorar. A companhia se tornou a primeira empresa norte-americana a atingir US$ 2 trilhões em valor de mercado, algo em torno de R$ 11 trilhões. O valor da empresa é maior do que o PIB brasileiro, que chegou a R$ 7,3 trilhões no ano passado.

O marco ocorreu nesta quarta-feira (19) com a ação da maçã passando dos US$ 467 (até o momento de publicação desta matéria). A capitalização de mercado é definida ao multiplicar o valor da ação pela quantidade de papéis que a companhia possui disponíveis para compra na bolsa de valores. Atualmente, a maçã possui mais de 23 milhões de ações na Nasdaq.

Jornada

Há dois anos, a Apple bateu o primeiro recorde, alcançando a marca de US$ 1 trilhão, e em junho deste ano chegou a bater US$ 1,5 trilhão. Dois meses depois, a dona do iPhone volta a triunfar e, apesar de ser a primeira companhia de tecnologia a chegar neste patamar, não é a primeira do mundo. A Saudi Aramco, petrolífera estatal saudita, atingiu este valor no ano passado na sua estreia na bolsa de valores.

A fabricante pode estar no topo do mundo no momento, mas vale lembrar que o preço das ações flutuam e outras três gigantes de tecnologia estão chegando perto. A Amazon e a Microsoft estão avaliadas em US$ 1,6 trilhões, por exemplo, e o Google também já passou o primeiro trilhão.

Os segundo trilhão da maçã chega em meio a mudanças significativas. Em junho deste ano, em seu evento anual, o WWDC, a Apple anunciou a substituição dos chips Intel por processadores de fabricação própria: os Apple Silicon. O encerramento da parceria de anos com a Intel se deve ao lançamento do novo macOS Big Sur, que inclui uma grande reformulação do sistema operacional dos computadores da faricante e atualizações de recursos dos aplicativos internos, como o Messages e Maps.

Além disso, segundo o TechCrunch, a Apple começou a produzir o iPhone 11 na Índia no mês passado. A geração mais recente do celular top de linha da empresa está, pela primeira vez, sendo montada pela Foxconn em instalações fora do território chinês. A estratégia da companhia de ir para a Índia a coloca longe de possíveis retaliações provenientes da guerra comercial entre China e os Estados Unidos, e também pode impulsionar sua presença em um país tão grande quanto a China.

Fonte: The Guardian, CNN

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