A lucrativa startup Zoom entra com pedido de abertura de capital

Por Thaís Augusto | 26 de Março de 2019 às 07h50
Reprodução / TechCruch

A startup de videoconferência Zoom entrou na última sexta-feira (22) com pedido de IPO para se tornar uma empresa de capital aberto e negociar suas ações na Nasdaq.

A empresa havia sido avaliada em US$ 1 bilhão em 2017. Agora, passa a fazer parte da crescente lista de unicórnios tecnológicos que estão se arriscando a entrar no mercado de ações, mas ela se destaca por uma razão: a startup é realmente lucrativa.

Fundada em 2011 por Eric Yuan, a Zoom registrou receita de US$ 330 milhões no ano encerrado em janeiro de 2019. Desde que foi fundada, a startup vem dobrando sua receita ano a ano, com lucro atual de US$ 269,5 milhões.

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Em 2017, ela encerrou seu ano fiscal com receita de US$ 60,8 milhões. No ano seguinte, a receita pulou para US$ 151,5 milhões. Enquanto isso, as perdas da Zoom estão encolhendo, de US$ 14 milhões em 2017 para US$ 8,2 milhões em 2018 e apenas US$ 7,5 milhões no ano encerrado em janeiro de 2019.

A Zoom recebe apoio da companhia Emergence Capital, que detém uma participação de 12,5% da startup, antes mesmo da IPO. Outros investidores no negócio incluem a Sequoia Capital (11,4%), Digital Mobile Venture (9,8%) e o fundo Bucantini Enterprises Limited (6,1%) de propriedade de Li Ka-shing, um bilionário chinês e uma das pessoas mais ricas do mundo.

A oferta pública de ações da Zoom está sendo estruturada pelos bancos Goldman Sachs, J.P. Morgan e Morgan Stanley.

Bolsa de valores

Outros grandes empresas também escolheram o ano de 2019 para dar início ao seu pedido de IPO. A Uber é uma delas: a empresa quer realizar sua oferta inicial de ações ainda em abril.

A expectativa é de que a IPO da Uber se torne um dos maiores realizados por empresas de tecnologia. O Wall Street Journal divulgou recentemente que a companhia foi avaliada em US$ 120 bilhões.

O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, já adiantou que o Advanced Technologies Group, o braço da Uber para pesquisas no setor de carros autônomos, não fará parte da IPO "por enquanto". As atividades do grupo haviam sido suspensas após um acidente fatal envolvendo um veículo autônomo da companhia no estado norte-americano do Arizona

No início do mês, a Lyft, concorrente da Uber, entrou com todos os documentos necessários para se tornar uma empresa de capital aberto. Foi a primeira startup de sua área de atuação a entrar na bolsa de valores.

Na última sexta, a Pinterest publicou a documentação necessária para lançar a sua IPO. A expectativa da empresa é arrecadar US$ 12 bilhões. A plataforma foi criada em 2010 e ultrapassou a marca de 250 milhões de usuários ativos mensais em setembro de 2018.

Uber, Lyft e Pinterest serão só os primeiros “unicórnios” a venderem ações no mercado financeiro neste ano. Airbnb, Slack e Postmates também devem lançar suas ofertas públicas iniciais em breve.

Fonte: TechCrunch

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