Lyft se torna primeira startup de caronas a entrar no mercado de ações

Por Rafael Rodrigues da Silva | 04 de Março de 2019 às 18h30
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Uma das várias “corridas” entre os dois principais aplicativos de transporte urbano do mundo já tem vencedor. Na última sexta-feira (1), a Lyft entrou com todos os documentos necessários para se tornar uma empresa de capital aberto, se tornando a primeira startup de sua área de atuação a entrar na bolsa de valores — deixando para trás a Uber, sua maior concorrente, no processo.

A companhia colocou à venda papéis no valor de U$ 100 milhões em sua oferta para se tornar pública, mas esse valor pode acabar variando dependendo da demanda dos investidores. A empresa estará atrelada aos índices da Nasdaq, onde aparecerá sob a sigla “LYFT”.

O app de mobilidade é o primeiro de uma série de “unicórnios” esperados para entrar no mercado financeiro em 2019. Além da Lyft, também se espera que se tornem públicas neste ano empresas como Uber, Airbnb, Pinterest, Slack e Postmates — todas startups de aplicativos que já são algumas das maiores do mundo em seus ramos de atuação.

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E o sucesso (ou não) da Lyft no mercado de ações pode servir como o termômetro perfeito para entendermos como o mercado irá abraçar essas startups. Isso porque a Lyft é um modelo do que são essas empresas, que estão em crescimento acelerado mas que ainda operam, muitas vezes, em prejuízo. Mesmo que em 2018 a Lyft tenha fechado o ano com uma receita de U$ 2,2 bilhões — o dobro do valor de 2017 — a empresa ainda está operando "no vermelho", fechando o ano passado com perda de U$ 911 milhões em suas operações.

Na lista de fatores de risco, a Lyft avisa os investidores que tem operado no prejuízo deste a criação da empresa, e que não há previsão para operar no lucro a curto prazo. Ainda que, para alguém não acostumado a esse mundo das finanças, esse tipo de declaração possa parecer estranha, esse é o procedimento comum para praticamente todas as startups de tecnologia que entram na bolsa, e cabe aos investidores pesar o histórico de prejuízos com a vantagem de ser uma empresa em crescimento acelerado.

Ironicamente, o fato de a Lyft ter entrado primeiro no mercado de ações pode ser bom para a Uber, que poderá ter uma melhor noção do que esperar dos investidores quando fizer a sua proposta pública ainda este ano. Assim como a Lyft, a Uber também está em crescimento acelerado não só no app de caronas mas também em sua divisão de veículos autônomos, mas tem operado no prejuízo desde a criação da empresa, que terminou o ano de 2018 com uma perda de U$ 1,8 bilhões.

Fonte: CNN

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