Xiaomi revive o aplicativo MiTalk como "clone" do Clubhouse

Xiaomi revive o aplicativo MiTalk como "clone" do Clubhouse

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 01 de Março de 2021 às 14h10
Matheus Bigogno/Canaltech

Redes sociais com comunicação por áudios estão em polvorosa desde o lançamento do Clubhouse. Observando um vácuo na comunidade de usuários Android, a Xiaomi lançou o MiTalk, um app alternativo para usuários Android e iOS que se pauta nos mesmos conceitos do concorrente ocidental, mas exclusivo da China (ao menos por enquanto).

Originalmente lançado em 2010, o MiTalk foi um mensageiro da Xiaomi que não conquistou seu lugar ao sol, logo ofuscado pelo atual gigante WeChat. A plataforma, encerrada em fevereiro de 2021, ressurgiu das cinzas como uma cópia do Clubhouse, dessa vez, distribuído nos dois principais sistemas operacionais e voltado para o público chinês.

Isso significa, obviamente, que o aplicativo seguirá as normas estabelecidas por órgãos regulatórios do país — principalmente em relação ao conteúdo — e, certamente, em interface. Para a Xiaomi, o aplicativo é um “chat de voz para profissionais”, algo que remete à proposta do Clubhouse.

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Xiaomi lançou o app Raise Hands "em segredo" preparando o terreno para o novo MiTalk. (Imagem: Reprodução/GizmoChina)

Atualmente, somente funcionários da Xiaomi residentes da China podem utilizar o aplicativo — na exigência de apresentar o mesmo número de contato registrado na base de dados da companhia — e somente aqueles que apresentarem código de convite, em estratégia semelhante à adotada pelo Clubhouse. Ainda assim, esse período de testes “está para acabar em breve”, mas o sistema de convites prevalecerá posteriormente.

Oportunidade

Estabelecer um chat de voz no mercado chinês foi uma oportunidade rapidamente agarrada pela Xiaomi. A recente ascensão do Clubhouse chamou atenção no mundo inteiro e, na China, a recepção do app pelas autoridades foi fortemente criticada pela “falta de moderação de conteúdo” e a ausência de sistemas para a prevenção de abusos. Em seguida, a rede social foi banida do país.

A Xiaomi, por sua vez, já habituada com as imposições do governo local, forte presença de mercado e observando a demanda, aproveitou o vácuo e lançou o MiTalk retrabalhado por lá. A solução deve despontar como a alternativa mais robusta entre os concorrentes locais, devido ao envolvimento da fabricante, mas seu sucesso só poderá ser constatado daqui alguns meses.

Não há previsão para o lançamento do MiTalk em países além da China. A considerar pela estratégia da marca, é provável que o app não saia do mercado local e estabeleça relevância por lá, antes de tentar emplacar em outros públicos.

Fonte: GizmoChina

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