Clubhouse: chegou a vez do áudio nas redes sociais

Por Cesar Sponchiado | 23 de Fevereiro de 2021 às 10h00
unsplash / William Krause

A indústria audiofônica vem se reinventando e já evoluiu do formato de rádio tradicional para o podcast e agora para o Clubhouse, com conteúdos ao vivo. O aplicativo, disponível apenas para sistema operacional iOS e com a necessidade de convite, deve ganhar uma versão para Android em breve.

O modelo de consumo de conteúdo é bem parecido com o rádio e podcast e permite liberdade para executar outras atividades enquanto se escuta um debate, porém é mais avançado. E essa evolução está na interação, na possibilidade da comunicação bidirecional. É como se a qualquer momento do seu programa de rádio preferido você pudesse pedir para fazer parte do debate com o(s) apresentador(es) sem precisar fazer uma ligação ou mandar mensagens de texto, seja por aplicativos ou e-mail.

Basta "levantar a mão", função que alerta os moderadores da sala que você tem interesse em participar do debate e cabe ao moderador conceder a vez. As salas são como essas reuniões de debatedores e ouvintes em torno de um tema.

O aplicativo é um misto de rádio, com Zoom e o Discord. O Zoom todo mundo já conhece, aplicativo de conferências onde é possível reunir milhares de pessoas através de convites. O Discord saiu do nicho dos gamers para virar sucesso nas empresas, com o advento do home office, ao permitir reunir pessoas com determinados interesses numa mesma sala com microfone aberto.

A sensação é de estar participando de uma grande conferência, com várias salas temáticas em formato de rodas de conversas. Os usuários podem transitar entre as salas ao vivo e contar com a busca de opções mais adequadas para os seus interesses.

Outro diferencial é que o aplicativo foi viralizado por um público adulto. Diferentemente do TikTok, por exemplo, que durante um tempo foi a rede social da geração Z, o Clubhouse foi repercutido por usuários do ecossistema mais focados em networking e conteúdo, um público mais parecido com o do LinkedIn. Figuras notáveis como Oprah Winfrey, Mark Zuckerberg e Elon Musk já marcaram presença nas salas. Essa relevância pode ser um indicativo de que o conceito chegou para ficar.

As interações por voz estão conquistando cada vez mais espaço no mercado. Os assistentes virtuais têm chegado à casa das pessoas e feito parte das interações do cotidiano.

Ouvir é a "nova leitura" e o boom dos podcasts e audiobooks no Brasil recentemente são prova disso. O Clubhouse explora esse aspecto, identificando-se com o cansaço das pessoas por ter que ler e assistir conteúdo constantemente, o app veio para consolidar de vez o áudio com esse toque "do novo" para o que já nos é familiar.

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